Hortensia, por sua vez, bateu o olho naquela bolsa da passarela e a pegou na hora, examinando-a de todos os ângulos:
— Ema, olha esse design. Tem várias divisórias por dentro também. O tamanho é perfeito, eu amei.
Ema acompanhou o olhar dela e disse com um tom suave:
— É realmente muito bonita. Eu seguro para você enquanto você escolhe mais algumas peças da coleção de outono.
Hortensia perguntou, um pouco sem graça:
— Ema, será que... não vai ser um gasto excessivo?
Ema deu um tapinha no ombro dela e apontou com o queixo para um lugar não muito distante:
— Que gasto excessivo o quê? Eu já queria te levar para comprar roupas e bolsas há muito tempo, só que ando muito ocupada. Vai lá, rápido.
Hortensia sorriu de orelha a orelha:
— Então não vou fazer cerimônia, Ema!
Com o coração cheio de alegria, Hortensia caminhou na direção que Ema havia indicado e começou a escolher as peças de outono.
Seu olhar passeava pelas roupas elegantes, e logo foi capturado por um casaco curto.
Ela esticou a mão, tirou o casaco do cabide e, assim que o segurou, prestes a examiná-lo com atenção, sentiu uma força repentina vindo do lado. O casaco foi arrancado de suas mãos em um piscar de olhos.
Hortensia levantou a cabeça, atônita, e deu de cara com uma mulher bem-vestida e de rosto bonito, segurando a peça que ela acabara de escolher com uma expressão de triunfo.
Aquela mulher... não era a mesma que estava sentada de frente para a passarela, encarando-as o tempo todo?
Hortensia disse, visivelmente irritada:
— O que você está fazendo? Fui eu que peguei primeiro.
Natália lançou-lhe um olhar de desprezo e disse:
— E quem disse que só porque você pegou primeiro é seu? Eu também gostei, e vou levar.
Hortensia não estava disposta a ceder:

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