Ema deu tapinhas reconfortantes nas mãos dela:
— Está bem... Isabel, pode ficar tranquila aqui. Quando você estiver mais velhinha, eu cuido de você.
Os lábios de Isabel tremeram de gratidão.
— Imagina, não precisa disso. O Sr. Salazar avisou que as crianças foram para a casa da família Salazar e só voltam amanhã. Estou louca para vê-los! Nesses últimos anos, você sofreu demais, minha querida.
Ema assentiu:
— Isabel, por favor, me chame só de Ema, assim como fazia antes. — Em seguida, ela segurou a mão de Zenobia. — Esta é a minha melhor amiga, lembra da Zenobia, Isabel?
Isabel acenou vigorosamente com a cabeça:
— Lembro sim, claro que lembro! Venham, entrem, vou preparar algo para vocês beberem.
Zenobia olhou ao redor com um sorriso e dispensou a oferta:
— Não, obrigada, acho que quero dar uma volta e explorar o lugar com a Ema.
— Tudo bem, tudo bem. Mas a propriedade é enorme, caminhar a pé vai deixá-las exaustas. Venham comigo pegar um carrinho.
Observando Isabel se afastar, Zenobia franziu as sobrancelhas:
— Ela disse... pegar um carrinho?
Ema também ficou intrigada. Elas seguiram a mulher e logo chegaram a uma estrutura anexa que parecia uma garagem. Assim que as portas se abriram, as duas ficaram paralisadas.
Seis veículos, semelhantes a carrinhos de golfe, estavam perfeitamente alinhados ali dentro. Na porta, um homem de meia-idade fez uma leve reverência e começou a explicar:
— Estes veículos são extremamente fáceis de operar. Aqui é o freio, aqui o acelerador. A velocidade máxima não passa de 20 km/h.
Enquanto falava, o homem estendeu a chave para Ema:
— Sra. Pacheco, fique à vontade para testar.
Ema hesitou por um segundo, mas logo se sentou e deu uma voltinha, confirmando que a direção era realmente simples.
O homem rapidamente se aproximou de novo e acrescentou:

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