Hugo discordou veementemente, seu rosto assumindo uma expressão ainda mais sombria enquanto ele acenava com as mãos em negação.
— Não, pare de arranjar problemas. Se o Alípio descobrir, nós dois vamos pagar muito caro por isso.
O coração de Hugo estava a mil por hora. Ele não queria atrair a própria ruína apenas por causa de um momento de impulsividade.
Valentina, porém, não estava disposta a desistir. Ela segurou o braço de Hugo, balançando-o levemente e fazendo uma carinha de pena.
— Hugo, diz que sim, vai. Eu prometo que nada de ruim vai acontecer. Se formos pegos, eu digo que foi pura curiosidade minha e que você não tem nada a ver com isso.
Em sua mente, Valentina já calculava que, com aquelas fotos, talvez encontrasse uma oportunidade no futuro de expor Ema e as outras ao ridículo.
Hugo continuou hesitante, com as sobrancelhas franzidas e em um intenso conflito interno.
— Eu não acho que seja uma boa ideia... — Ele sabia que os riscos eram imensos, mas, de certa forma, achava que Valentina tinha razão. E se aquelas fotos fossem úteis mais para a frente?
— O que tem de mal? Não estamos inventando nada sobre ela. — Valentina continuou com a manha: — Hugo, relaxa. Eu vou tomar cuidado, ninguém vai me notar.
Observando o olhar de expectativa de Valentina, Hugo finalmente cedeu.
— Tudo bem, mas você precisa ser muito cautelosa. Por nada nesse mundo deixe que te vejam. — advertiu Hugo, embora seu coração estivesse apertado de preocupação.
Ao ver que ele havia concordado, Valentina sentiu uma onda de euforia e assentiu prontamente.
— Pode deixar, serei um fantasma. — Um sorriso presunçoso surgiu em seus lábios, como se ela já estivesse presenciando a desgraça de Ema.
De forma sorrateira, Valentina caminhou na direção de Ema e Zenobia. Ela se escondeu no canto mais escuro da área de descanso, pegou o celular e o apoiou discretamente ao lado de um pequeno vaso de flores, fingindo assistir a uma série, quando, na verdade, estava gravando tudo.
Longe dali, à mesa, o sorriso de Ema era resplandecente e contagiante, iluminando todo o ambiente com sua vitalidade.
Ela inclinava levemente a cabeça, prestando atenção nas palavras de Henrique, e assentia de vez em quando para demonstrar concordância.
Henrique, por sua vez, exalava cavalheirismo. Sua postura era elegante e ereta, e um sorriso gentil nunca abandonava seu rosto.
Seu olhar permanecia focado no rosto de Ema, respondendo com genuíno interesse a cada frase dela. Sempre que Ema falava, ele inclinava o corpo sutilmente para a frente, demonstrando respeito e atenção.

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