Kleber Pacheco disse, com o rosto iluminado de empolgação:
— Mamãe, hoje no jardim de infância eu ajudei um colega a resolver um problema super difícil, e a professora até me elogiou!
Os olhos dele brilhavam de orgulho, e as bochechas estavam levemente coradas pela animação.
Ema acariciou os cabelos dele com ternura, deu um beijo em sua bochecha e sorriu, dizendo:
— Que maravilha! Você é um menino muito prestativo.
Érica Pacheco, por sua vez, veio saltitando até Ema e disse com a sua voz doce:
— Mamãe, eu fiz um desenho hoje. É um desenho da nossa família.
Ela tirou cuidadosamente um papel colorido de dentro da mochila.
— Olha, mamãe! Essa é você, esse é o meu irmão mais velho, esse é o mais novo, essa sou eu e esse é o papai.
Ema olhou para o desenho e sentiu um aperto no peito. Embora não soubesse até que ponto as crianças compreendiam o divórcio, ela conseguia sentir que, no fundo, eles ainda ansiavam por um lar com um pai e uma mãe juntos.
Ema abraçou Érica com força, beijou seu rostinho e disse:
— Ficou lindo. A mamãe adorou.
Érica piscou os olhos grandes e revelou:
— Eu fiz dois desenhos, viu? Um pra você e um pro papai.
Ema assentiu, com uma expressão indecifrável no rosto.
Nesse momento, Dário Pacheco também se aproximou. Ele estendeu a mãozinha fechada para Ema e, em seguida, abriu-a devagar:
— Mamãe, toma. Eu comi isso hoje no lanchinho e tava tão gostoso que guardei um pedacinho pra você.
Ema prontamente retribuiu com um beijo afetuoso.
Observando os filhos tão adoráveis e comportados, Ema foi tomada por uma enxurrada de emoções.
Relembrando o passado, ela pensou nas inúmeras dificuldades e decisões difíceis que teve de enfrentar.

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