Mergulhado em seus planos nefastos, Benício não percebeu que estava afundando cada vez mais em um redemoinho sem volta. E suas ações, sem dúvida, trariam consequências imprevisíveis.
Natália encarou os olhos dele, tentando encontrar o menor sinal de mentira. Mas ela viu apenas sinceridade e determinação, o que a deixou um pouco mais aliviada.
Natália murmurou suavemente:
— Tudo bem, eu acredito em você.
Benício soltou um suspiro de alívio, puxando-a para um abraço e beijando sua testa com delicadeza:
— Não vamos brigar por coisas à toa. Temos que lutar juntos pelo nosso futuro.
Natália assentiu e se aninhou docemente no peito dele. Comparado a Alípio, o homem à sua frente deixava a desejar, mas... na cama, ele a satisfazia muito bem. Além do mais, se ela conseguisse conquistar o coração de Alípio, os planos mudariam.
Enquanto isso, no andar de cima, Helena se escondia atrás de um enorme vaso de chão. Com um olhar afiado e cheio de desprezo, ela observava os dois se agarrando lá embaixo.
Se não estivesse tão vulnerável e sem aliados no momento, ela jamais se rebaixaria a andar com pessoas como Natália e Benício.
Ver aquela cena ridícula só aumentava a repugnância no peito de Helena.
Ela riu com escárnio em seus pensamentos. Os dois não passavam de vermes movidos pelos próprios desejos. Para reerguer a família Cordeiro, Natália se vendia, envolvendo-se com um lixo como Benício.

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