Todas as vozes de acusação rapidamente vieram como uma avalanche em direção a Ema.
Cynthia, por sua vez, ficou atordoada com o tapa. Levou alguns segundos para processar o que havia acontecido, e as lágrimas brotaram instantaneamente de seus olhos.
— Ema, como ousa me bater! — ela gritou, erguendo a mão na intenção de revidar.
No entanto, Ema jamais lhe daria essa chance. Com um olhar gélido, ergueu a mão novamente e, com um estalo alto, desferiu outro tapa impiedoso no rosto de Cynthia.
O impacto fez Cynthia cair no chão. Levando as mãos ao rosto, ela passou a chorar com ainda mais desespero.
— A Ema me bateu! Ela está me agredindo! — soluçava, implorando pela ajuda dos parentes ao redor.
Diante da cena, os familiares logo se aglomeraram. Alguns correram para amparar Cynthia, enquanto outros continuavam a repreender Ema.
— Ema, você passou dos limites. Como pôde agredir a Cynthia desse jeito?
— Você voltar para a família Amorim solteira com três filhos já foi vergonhoso o suficiente, e agora ainda sai batendo nos outros? É simplesmente inaceitável.
— Peça desculpas à Cynthia agora mesmo, ou isso não vai ficar assim.
Nesse momento, a mãe de Cynthia, Marta, avançou furiosa e agarrou os cabelos de Ema, puxando-os para trás.
Ema franziu a testa de dor, mas, obstinada, recusou-se a soltar qualquer gemido de fraqueza. Ela agarrou firmemente o pulso da tia, tentando se desvencilhar do aperto.
— Sua mulherzinha perversa, como ousa bater na minha filha! — Marta esbravejou, com os olhos arregalados, aumentando a força do puxão.
Vendo a confusão, Givaldo correu rapidamente para separá-las.
— Tia Marta, solte-a, por favor, não faça isso! — Givaldo pedia, enquanto tentava abrir os dedos da mulher. — Vamos conversar com calma, sem violência.
Mas a mãe de Cynthia estava surda a qualquer apelo, mantendo o cabelo de Ema preso em suas garras.

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