Ema Pacheco sentou-se ali, observando as luzes fragmentadas da praça e as pessoas que passavam ocasionalmente, com a mente cheia de pensamentos.
De repente, lembrou-se daquele boneco de pelúcia cheio de maldições, e seu humor tornou-se gradualmente irritado.
Sem conseguir evitar, levantou-se e começou a caminhar de um lado para o outro nas proximidades.
Alguns minutos depois, viu Alípio Salazar se aproximando ao longe. Quando ele estava mais perto de Ema, uma linda garota de longos cabelos ondulados sorriu e falou com ele.
Mesmo a uns dez metros de distância, Ema conseguiu ouvir a garota pedindo o número de Alípio.
A garota tinha um sorriso radiante e parecia muito jovem. Ela inclinou levemente a cabeça, com uma voz clara e agradável:
— Ei, lindo, me passa seu WhatsApp? Quem sabe não tomamos um café juntos qualquer dia desses.
Alípio franziu a testa levemente, com um traço de distanciamento no rosto, e não parou de caminhar.
Um traço de decepção passou pelo rosto da garota, mas ela não desistiu e o seguiu, dizendo:
— Nem mesmo trocar contatos?
O olhar de Alípio tornou-se ainda mais frio. Seus olhos passaram pela garota e se voltaram para a direção de Ema, fixando-se nela por fim. Ele respondeu de forma breve:
— Minha mulher está me esperando ali.
Depois de dizer isso, Alípio a ignorou e foi direto na direção de Ema.
A garota ficou parada, olhando para as costas de Alípio, com uma expressão de frustração no rosto.
Ela mordeu os lábios, parecendo hesitar se deveria continuar a persegui-lo.
Mas, no fim, virou-se e foi embora.
Alípio chegou perto de Ema e, ao ver sua expressão pensativa, perguntou:
— O que foi? No que está pensando?
Ema voltou a si e disse:
— Não é nada, aquela garota de agora há pouco era muito bonita.

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