Nesse momento, Givaldo se aproximou:
— Ema, não pensa demais nisso. A vovó convidou Amanda, mas ela disse que ficou com medo de te deixar desconfortável. Acho que se sentiu culpada e, por isso, comprou essas coisas para distribuir entre os parentes.
Marisa concordou:
— É verdade, Ema, não se preocupe com isso. No futuro, vai ter muitas oportunidades para você conviver com a família.
Ema franziu a testa, sem saber o que dizer. Parecia que, de algum jeito inexplicável, ela sempre acabava em posição de desvantagem. Seria por falta de jogo de cintura ou porque ela simplesmente não era uma pessoa fácil de agradar?
Na família Pacheco era assim, e aqui também...
Ema fez uma pausa e disse suavemente:
— Mano, você pode levar isso lá para cima para mim? Vou ao jardim ver a vovó primeiro.
Ela entregou a Givaldo a caixa com a estatueta de jade que havia trazido e saiu, segurando as mãos das crianças. Marisa foi atrás, apressando o passo.
Marisa caminhava ao lado dela, também segurando a mão de uma das crianças, e perguntou com um sorriso discreto:
— Ema, por que você não trouxe o Alípio?
Ema apertou os lábios:
— Mãe, eu ainda acho que a minha vida está melhor assim, então...
— Como assim? Mesmo depois de vocês terem passado por uma situação de vida ou morte juntos, seu coração não balançou de novo? — perguntou Marisa, surpresa.
Ema balançou levemente a cabeça, com um olhar sereno:
— Mãe, o passado ficou para trás. Embora essas experiências tenham deixado marcas profundas, agora eu só quero cuidar bem dos meus filhos e ter uma vida tranquila.
Marisa franziu a testa e disse:
— Ema, eu observei bem. O Alípio leva você a sério.
Ema deu um sorriso amargo:
— Mãe, talvez eu e ele simplesmente não tenhamos sido feitos um para o outro.
Marisa suspirou de leve:
— Mas eu sinto que você ainda tem sentimentos por ele. Principalmente depois daquele incidente no túnel, ele ainda ocupa um espaço no seu coração.

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