— Ah, isso é impossível, Sra. Amorim. — O gerente fez uma expressão aflita. — Eu sou apenas o gerente, e o desconto máximo permitido pela loja é de quatro por cento. Oferecer cinco já foi uma liberdade que tomei por conta própria. Por favor, não me coloque numa situação difícil.
Assim que ele terminou de falar, Amanda demonstrou insatisfação:
— Então não tem margem para negociação?
Dizendo isso, Amanda puxou Ema pelo braço, fingindo que as duas iam embora.
O gerente correu para impedi-las:
— Sra. Amorim, espere um momento, por favor! Vamos conversar.
Amanda parou, piscou para Ema e depois encarou o gerente:
— Gerente Barros, vender esta esmeralda não é só uma questão de bater a meta do dia. Quantas joias eu já comprei aqui? Quantas amigas eu já indiquei? Você sabe muito bem disso. Pense se ainda quer continuar fazendo negócios conosco no futuro. Eu exijo doze por cento de desconto. Se não puder fazer esse preço, nunca mais piso nesta loja.
O gerente hesitou, com uma expressão dividida, mas depois cerrou os dentes e cedeu:
— Sra. Amorim, já que colocou as coisas nesses termos... tudo bem. Fechamos com doze por cento.
Ema olhou para a esmeralda e disse suavemente:
— Obrigada, Amanda. Mais tarde eu te pago um almoço.
Amanda fez um gesto com a mão, recusando:
— Imagina, não precisa. Foi pouca coisa. Eu também preciso escolher algo para a vovó Antonela. Acho que vou levar aquele broche de lírio, ele é muito bonito também.
Depois que Amanda fez sua escolha, as duas pagaram suas respectivas compras.
Amanda instruiu o gerente:
— Coloque as duas peças em caixas de presente e capriche bastante na embalagem.
Em seguida, virou-se para Ema e perguntou:
— Ema, de que cor você quer a sua caixa?
— Pode ser dourada.
Amanda assentiu:
— Gerente, a Árvore da Vida vai na caixa dourada, e o lírio na caixa vinho.

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