— Que bobagem é essa? Como eu te daria uma coisa falsa?
— Ainda quer se justificar?!
Natália arregalou os olhos, furiosa:
— Hoje me disseram que essa bolsa é falsa. O que mais você tem a dizer?
O homem ficou em silêncio por um instante e abriu um sorriso conciliador:
— Amor, não fica brava. Deve ter sido um mal-entendido.
— Mal-entendido?
Natália riu com desdém:
— Acha que eu nasci ontem? Isso foi de propósito!
O homem se levantou, foi até ela e tentou segurar sua mão:
— Nati, escuta a minha explicação. Minhas finanças andam um pouco apertadas ultimamente, mas eu queria muito te agradar, por isso...
— Finanças apertadas?
Natália puxou a mão de volta com brusquidão:
— Para de usar isso como desculpa! Embora você seja filho fora do casamento, seu pai ainda te valoriza muito. Como você não teria dinheiro?! Está na cara que você não se importa nem um pouco comigo!
Uma sombra cruzou os olhos do homem, mas ele logo disfarçou:
— Nati, não seja irracional. Você ainda não entendeu o que eu sinto por você?
— Não, eu não entendi!
Natália gritou:
— Eu só sei que você vive me enganando!
Ele respirou fundo e continuou em tom manso:
— Nati, na verdade, eu te dei essa bolsa por um motivo.
Natália o fuzilou com o olhar:
— Que motivo?
O homem abaixou a voz e disse misteriosamente:
— Ultimamente, estou planejando um grande projeto. Se der certo, poderei garantir o direito à herança e, então, expulsar aquela mulher e aquele bastardo da família Amorim de uma vez por todas. Quando isso acontecer, eu me caso com você, e nós poderemos ter uma vida melhor. Mas esse projeto exige capital de giro, então estou com o orçamento apertado por enquanto.
Natália o encarou, meio desconfiada:

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