— Minha filha querida — Marisa abraçou Ema, acariciando sua nuca repetidamente.
Ao lado delas, Emerson permanecia sentado em silêncio, com o rosto marcado pela preocupação.
Nesse momento, Alípio desceu as escadas com as crianças, acompanhado de Givaldo e Carina, que também desciam do andar de cima.
Givaldo se aproximou e sussurrou:
— Mãe, o Alípio também está aqui. É melhor se recompor, lavar as mãos e nos prepararmos para almoçar, não acha?
Marisa assentiu, soltou Ema e perguntou em voz baixa:
— Você... se acertou com ele?
Ema respondeu num sussurro:
— Não, mãe. Quando eu estava prestes a voltar, ele chegou por coincidência ao quarto do hospital. Como viu que eu ainda estava fraca, resolveu me trazer.
— Entendo. Qualquer caminho que você decidir seguir daqui para frente, sua mãe vai apoiar você.
....................
Durante o almoço.
A presença das crianças trouxe vida ao ambiente, deixando a refeição bastante agradável.
Quando todos já estavam quase satisfeitos, Carina tirou alguns panfletos e os distribuiu entre eles:
— Me ajudem a decidir qual seria o melhor lugar para fazer o casamento. O Givaldo é péssimo para dar opinião. Conto principalmente com você, Ema, porque nós, mulheres, nos entendemos melhor.
Ema pegou o panfleto, dividido em seis opções. Havia um resort numa ilha, um jardim na cobertura de um arranha-céu, um castelo histórico, um cruzeiro de luxo, entre outros. Resumindo, seis lugares com estilos completamente diferentes.
Ao observá-los, Ema não conseguiu evitar que as lembranças do próprio casamento viessem à tona. Inconscientemente, seus olhos buscaram os de Alípio.


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