Ema fez uma pausa, e seu rosto se fechou de raiva:
— Você ouviu o que eles disseram. Ela xingou os meus filhos. Eu imagino as coisas horríveis que deve ter gritado para a Érica. E vocês...
— Ema. — Givaldo a interrompeu. — Ontem à noite, no calor do momento, eu acabei ignorando os sentimentos das crianças. Eu estava errado. Assim que a Amanda foi atendida pelo médico, voltei correndo para ficar com eles...
Nesse instante, Alípio, que estava recostado no sofá, cortou Givaldo com uma voz gélida:
— Podemos conversar lá fora?
Givaldo hesitou por um segundo, mas seguiu Alípio até o quintal.
Alípio observou as crianças brincando à distância e se virou para Givaldo com uma expressão sombria:
— Calor do momento? Onde estava o motorista da família? Ema confiou os filhos a você, e é assim que você cuida deles?
Givaldo abaixou a cabeça:
— Desta vez, eu falhei com a Ema. Prometo que não vai acontecer de novo.
Alípio lançou-lhe um olhar severo e continuou:
— Aquela Amanda ofendeu crianças pequenas. Ela tem que pedir desculpas aos meus filhos. A Ema leva em consideração a situação de vocês e não tem coragem de exigir isso, mas eu não vou deixar passar. Não me importa se ela é filha adotiva da família ou até sua irmã de sangue. Esse pedido de desculpas vai ter que acontecer.
A postura reta e imponente de Alípio exalava uma aura dominadora. Suas palavras não deixavam espaço para negociação.
Givaldo hesitou por um instante, mas acabou assentindo.
Alípio estreitou os olhos e acrescentou:
— Me diga, Sr. Amorim: se continuarem mantendo esses laços mal resolvidos, será que a família Amorim vai ter paz algum dia? Você é um homem inteligente. Tenho certeza de que entende o que estou dizendo.
Givaldo suspirou levemente:
— Então me dá uma ideia, porque a minha cabeça está prestes a explodir. Para piorar, a Amanda se recusa a abrir mão das ações no Grupo Amorim, o que só deixa tudo ainda mais complicado.

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