Estúdio de Sonho.
Ema tinha acabado de fotografar algumas peças quando ouviu uma comoção do lado de fora do estúdio.
Ela olhou para Vânia, que estava ocupada ao lado:
— Vá ver o que está acontecendo lá fora.
Vânia largou rapidamente os objetos que segurava e correu para fora. Minutos depois, voltou afobada e sem fôlego:
— É a equipe da Fátima, houve um problema. Dizem que ela foi internada com gastroenterite aguda. Os outros fotógrafos têm seus próprios contratos para cumprir e não há ninguém para substituí-la agora. Podemos enfrentar uma cobrança do Grupo Salazar. Se eles exigirem responsabilidade, a indenização não será um valor pequeno.
Ema franziu a testa e perguntou:
— E por que a gritaria lá fora?
Vânia continuou:
— São os aspirantes a fotógrafos sêniores brigando para conseguir esse trabalho.
Ema fez uma pausa, depois baixou a cabeça e continuou a ajustar a câmera, instruindo:
— Bem, o chefe deve resolver isso. Vamos focar no nosso trabalho.
Vânia assentiu e imediatamente começou a ajudar Ema a posicionar os itens e ajustar a iluminação.
Durante a sessão, Emílio entrou:
— Ema, a tarefa de hoje já acabou?
— Sim, quase lá. — Respondeu Ema, enxugando o suor da testa.
— Está muito cansada? — Perguntou Emílio com preocupação, notando o rosto vermelho dela.
Ema sorriu, baixou a câmera, ergueu os olhos para Emílio e negou levemente com a cabeça:
— Não estou cansada, chefe. Aconteceu alguma coisa?
— Hmm... é sobre um assunto. — Emílio franziu levemente a testa, parecendo hesitar, mas completou em seguida: — Quando terminar, venha direto à minha sala.
Ema hesitou. Primeiro, aquele tipo de fotografia era exaustivo; segundo, era um contrato do Grupo Salazar.
Teoricamente, Samuel deveria ter informado a Emílio sobre a relação anterior dela com Alípio.
Enquanto Ema pensava em como responder, a voz de Emílio soou novamente:
— Pode ficar tranquila. Embora seja um contrato do Grupo Salazar, Alípio tem uma posição muito alta e não se envolverá com esses detalhes menores.
— Hmm... o estúdio não tem mais nenhum fotógrafo disponível?
Ema ainda estava relutante, mas perguntou diretamente.
— Os que têm boa técnica estão com prazos apertados. Os outros fotógrafos menores, receio que não deem conta.
Enquanto falava, Emílio observava Ema. Vendo a dificuldade estampada no rosto dela, acrescentou:
— Se for muito difícil para você, vou pensar em outra solução.
Ao ouvir o tom de voz de Emílio ficar visivelmente mais abatido, Ema sentiu um aperto no coração; se ele tivesse outra saída, provavelmente não teria pedido a ela.

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