Hortênsia enxugou as lágrimas e continuou:
— O Sr. Amorim levou a caixa e até chamou a polícia. Ele queria descobrir a verdade antes de te contar, mas até agora não conseguiram encontrar o culpado, Ema...
Com a testa franzida, Ema colocou o boneco de volta na caixa e depois consolou Hortênsia com doçura:
— Não chora. Eu estou bem. Desculpa por você ter passado por esse susto por minha causa. Vou pegar o antisséptico pra você, espera aqui.
Ema voltou rápido com o antisséptico. Depois de limpar e cuidar dos ferimentos de Hortênsia, pegou a caixa e disse:
— Vou procurar meu irmão para saber se há alguma novidade. Vai pra casa mais cedo hoje.
— Tá bom, Ema. Daqui pra frente, presta mais atenção quando sair.
— Pode deixar.
Ema saiu e estava prestes a ligar para Givaldo, quando se lembrou de que ele comentara no telefone, no dia anterior, que o estúdio estava tranquilo e que passaria o dia em casa com Marisa.
Então decidiu não ligar e dirigiu diretamente para a mansão da família Amorim.
Ao entrar no jardim, ouviu sons de choro vindos da sala de estar. Parecia muito a voz de Amanda.
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