Alípio percebeu a tristeza de Ema e tentou confortá-la:
— Ema, é impossível não criar laços depois de conviver e criar alguém tão de perto. Dá um tempo a eles, tá bem?
Ema não disse mais nada. Embora sentisse um aperto no peito, conseguia entender a situação.
Alípio permaneceu em silêncio por um bom tempo. Sem acrescentar mais nada, desceu do carro, foi para o volante e levou Ema de volta para casa.
Depois de passar um tempo com as crianças, Alípio saiu imediatamente para procurar Dália.
Naquele momento, Dália tinha sido levada pelos seguranças até Marcos, que a manteve em um galpão no subsolo do Grupo Salazar.
Quando Alípio chegou, Dália ainda estava muito alterada. Ao vê-lo, implorou na mesma hora:
— Eu nunca quis machucá-la! Só queria usar aquilo para fazer com que ela parasse de me perseguir!
Alípio lançou-lhe um olhar frio e disse:
— Por causa do estúdio dela, você ficou com medo de que seus negócios naquela rua não dessem certo. Como eu não investi em você, você temeu não conseguir se manter por muito tempo. E por que mais?
O olhar de Dália vacilou. Ela não imaginava que Alípio fosse pensar em outros motivos. Quando pagou para empurrar o assunto para os trending topics, não esperava que ele fosse investigar tão a fundo, muito menos que...
Chorando e balançando a cabeça, Dália implorou:
— Me desculpa, eu não sabia que a Ema era sua esposa, muito menos que aquelas crianças eram suas. Se eu soubesse, jamais teria machucado ela. Me deixa ir, eu imploro...
— Eu perguntei: por que mais?!


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