Depois disso, Alípio levou Ema nos braços diretamente para o carro dele.
— Pode... pode me colocar no chão. Eu consigo andar. — Ema gaguejou.
Alípio olhou para ela com preocupação:
— Você está ferida. Vou te levar ao hospital. Não se mexa muito.
Ema não conseguiu deixar de erguer os olhos e viu que ele estava de testa franzida, com uma expressão que parecia de dor.
No dia anterior, o braço dele tinha ficado bastante machucado ao salvar Érica, e mesmo assim ele ainda a estava carregando...
Um turbilhão de emoções tomou conta de Ema; ela mal conseguia distinguir que sentimento brotava do fundo do coração naquele momento.
Instantes antes, ela estava apavorada, mas, ao vê-lo aparecer, apesar de continuar tensa, foi envolvida por uma sensação inexplicável de segurança.
Ema se recusava a admitir que aquilo pudesse ser algum tipo de dependência emocional em relação a ele. Preferia acreditar que era apenas o alívio natural de ver alguém vindo salvá-la...
Os pensamentos dela ainda estavam confusos quando Alípio a acomodou com cuidado no banco de trás do carro.
No entanto, ele entrou logo em seguida e sentou-se ao lado dela. Antes que Ema pudesse perguntar quem iria dirigir, já que o motorista não estava ali, Alípio disse em tom suave:
— Desabotoa a blusa. Deixa eu dar uma olhada no machucado.
Ema:
— ......
Sem saber por quê, sentiu o rosto queimar de vergonha na mesma hora.
Mas logo ouviu Alípio continuar:
— O que está passando pela sua cabeça? Eu só quero ver o ferimento. Parece ser logo acima da escápula.
Ema:
— ......

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