Ema era forçada a recuar no ritmo dos passos da pessoa. Não conseguia ver o rosto nem o corpo do agressor, mas tinha a vaga sensação de que não era um homem.
Enquanto era arrastada para trás, Ema percebeu outro carro estacionando ao longe. Justo quando abriu a boca para pedir socorro, a voz atrás dela soou:
— Ema! Se você ousar fazer qualquer barulho, eu enfio essa faca na sua garganta!
Ema retesou as costas. Era uma mulher. E aquela voz...
Dália?!!!
Ema mal podia acreditar. Que nível de ódio faria Dália armar uma emboscada ali?
O que ela pretendia fazer?
Ema viu a pessoa do outro carro descer e seguir em direção ao elevador, mas não teve coragem de gritar.
Ela sentiu uma leve ardência no pescoço; parecia que, com um movimento brusco, Dália já tinha feito um corte superficial.
Como Ema recuava devagar e a força de Dália não se comparava à de um homem, as duas avançavam lentamente.
Quando já estavam a poucos carros da escada de emergência, Ema de repente avistou Alípio ao longe. Ele estava parado diante da porta semiaberta do carro dela, inclinado, olhando para dentro.
Ema começou a suar frio de nervoso. Mesmo que Alípio olhasse para trás naquele momento, dificilmente as veria, porque Dália a arrastava pelas sombras, rente à parede.
Dália mantinha um braço firme em volta do pescoço de Ema, enquanto a outra mão apontava a faca diretamente para ela.
Ema não ousou gritar. Tinha medo de que, num impulso, Dália cortasse seu pescoço. Se ela atingisse uma artéria, nem um milagre a salvaria.
Enquanto Ema tentava desesperadamente pensar em um plano, a voz de um homem soou de repente atrás delas:
— Ei! O que está acontecendo aí?!
Ema não conseguiu ver quem era. Em seguida, ouviu Dália responder friamente:

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