Ao chegarem ao restaurante, Samuel acomodou Ema e pediu diversos pratos nutritivos antes de abordar o incidente recente.
— Aquela garota se chama Marta Figueiredo?
Ema balançou a cabeça com ar de dúvida:
— O rosto não me é familiar, por enquanto só conheço algumas pessoas próximas à minha mesa. Por que a pergunta, Samuel?
Enquanto lhe servia água, Samuel respondeu:
— Não é nada demais. Vim hoje especialmente para ver se o trabalho não estava sendo muito cansativo para você. Ao caminhar pelo corredor, ouvi sem querer uma conversa na escada de emergência. Alguém estava instruindo aquela Marta a criar obstáculos para você. Não ouvi os detalhes do que fariam. Tentei ver quem estava lá, mas a tal Marta saiu sozinha e, quando entrei, não havia mais ninguém.
Ao ouvir aquilo, Ema franziu a testa; alguém que ela nunca vira queria prejudicá-la? Por quê? Ela tinha acabado de começar e não havia ofendido ninguém.
Enquanto Ema ponderava, lembrou-se do que Samuel dissera à garota pouco antes, fazendo-a empalidecer.
— Samuel, e o que você disse para a Marta?
— Eu disse para ela lhe pedir desculpas após o expediente e revelar quem a instruiu a prejudicá-la, caso contrário, eu me certificaria de que ela não conseguisse mais trabalho nesta indústria.
A expressão de Samuel era extremamente séria, e seu olhar transmitia uma frieza cortante.
Ema hesitou por um momento e assentiu; não era de se admirar que a garota tivesse ficado tão transtornada.
No entanto, se alguém instruiu Marta, e não sendo uma amiga íntima, era muito provável que Marta tivesse sido coagida a fazê-lo.
Nesse momento, Samuel perguntou:
— Ouvi de Emílio que aquela Fátima foi desrespeitosa com você?
Ao ver que Ema já tinha ânimo para brincar, Samuel sentiu um grande alívio.
No dia em que Emílio retornou ao país, ele foi buscá-lo no aeroporto e planejava encontrar Ema à tarde.
Porém, Ema não atendeu suas ligações de jeito nenhum, respondendo mais tarde apenas com uma mensagem breve dizendo que não se sentia bem e que marcariam outro dia.
Quando ele correu para a casa de Zenobia para vê-la, a aparência de Ema estava péssima, como se tivesse sofrido um golpe grave, e ela se recusava a falar sobre o assunto.
Ele sentiu que o estado dela era preocupante, então vê-la hoje conversando e rindo o tranquilizou muito.
Pensando nisso, Samuel advertiu com seriedade:
— Ema, você deve se lembrar a todo momento que está em um período delicado. Se alguém tentar te manipular ou até mesmo te intimidar, não se estresse e não entre em conflito direto. Se houver algum problema, avise o Emílio ou a mim imediatamente. Entendeu?

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