O resultado do exame de DNA que ela havia solicitado ainda não tinha saído. Será que Alípio tinha descoberto antes dela e já confirmado o parentesco?
— Com licença, a senhora é a convidada desta sala reservada? — perguntou a garçonete que se aproximou com um sorriso acolhedor.
Ema assentiu.
— Então, deixe-me abrir a porta para a senhora.
— Não precisa... — Ema a interrompeu com voz suave. — Eu mesma abro, pode continuar seu trabalho.
Depois que a garçonete saiu, Ema não entrou imediatamente. Foi ao banheiro, lavou as mãos com água fria e soltou um longo suspiro antes de voltar para a porta da sala.
No instante em que abriu a porta, Ema ficou paralisada.
Lá dentro estavam Marisa, que ela tinha visto no outro dia, além de Givaldo e Alípio. Os três.
Ema ficou imóvel na entrada, atônita. As expressões dos três também revelavam diferentes graus de complexidade.
Especialmente Marisa, cujo olhar fixo em Ema misturava dor, culpa e uma imensa alegria. Seus olhos estavam marejados. Os lábios tremiam levemente, mas ela não conseguiu emitir nenhum som.
Os três ficaram em silêncio por um momento, até que Alípio caminhou a passos largos, pegou Ema pela mão e a conduziu até Marisa.
Com as mãos trêmulas, Marisa as ergueu lentamente e acariciou suavemente o cabelo de Ema, dizendo com a voz embargada:
— Minha filha... minha pobre filha...
Antes mesmo de terminar a frase, Marisa abraçou Ema e começou a chorar.
Ema continuou paralisada. Desviou o olhar para Givaldo e gaguejou:
— Isso... vocês...
Mas, depois de balbuciar algumas palavras, não conseguiu dizer mais nada.
— Mãe, assim você vai assustar a Ema — disse Givaldo ao lado.


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