Nesse momento, uma salva de palmas lenta e ritmada ecoou pelo corredor que levava ao escritório de Ema.
Ema olhou na direção do som e, ao ver Alípio se aproximando devagar, lembrou-se de que aquele encosto ainda não tinha ido embora.
— A Sra. Pacheco não é apenas linda, como também muito inteligente. — A voz de Alípio foi ficando mais alta à medida que ele se aproximava, até parar bem em frente a ela.
Ema se virou e continuou andando até a sua sala, dizendo friamente, sem parar:
— Por que você ainda não foi embora?
Alípio, que mal tinha parado, apressou o passo para acompanhá-la:
— Estava esperando você terminar o expediente para te convidar para jantar.
Ema nem olhou para ele e continuou andando até a sala. Nesse momento, o celular em seu bolso tocou. Ela pegou o aparelho e viu que era Henrique.
Com um leve sorriso nos lábios, lançou um olhar de canto para Alípio, atendeu a ligação e continuou caminhando:
— Sr. Sousa.
— Ema, você está livre? Vamos jantar juntos hoje à noite. — A voz de Henrique saiu pelo viva-voz, e Alípio se inclinou rapidamente na direção do aparelho para ouvir.
Ema lançou-lhe um olhar de advertência, trocou o celular de orelha e respondeu:
— Claro. Estou livre, sim.
— Ótimo, então passo no Estúdio Prisma Su às seis horas para te buscar.
— Combinado.
Ao desligar, Ema já estava na porta do escritório. Ela parou, lançou um olhar indiferente para Alípio e disse:
— Sr. Salazar, tenho um compromisso esta noite. Se não há mais nada, pode ir.
Dito isso, Ema empurrou a porta para entrar, mas, quando tentou fechá-la, Alípio a bloqueou. Ele a encarou de cima a baixo e perguntou:
— Quem é o Sr. Sousa?
— Adivinha. — respondeu Ema em tom provocador, caminhando até a própria mesa.
Alípio a seguiu de perto, parou ao lado da mesa e ordenou, sem alterar a voz:


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