Hortensia assentiu várias vezes:
— Sim, é bem provável. Ema, você está preocupada com aquele Edson Nogueira?
Ema soltou um leve suspiro e respondeu:
— Se não fosse pelo fato de termos acabado de inaugurar, eu não queria ter nenhum tipo de parceria com a empresa dele. O contrato já foi assinado; se eu romper agora, vamos ter que pagar multa rescisória. Deixa assim por enquanto. Vamos seguir com essa colaboração e observar.
— Tudo bem, Ema. Da próxima vez que formos assinar um contrato, eu passo primeiro para você analisar e só depois cuidamos da assinatura.
Ema levantou-se devagar:
— Certo. Vi que o cronograma desse pedido está bem apertado. Amanhã cedo, peça para colocarem aquela câmera no estúdio número um.
— Feito. Na reunião antes do fim do expediente, eu já avisei a todos que o estúdio um será de uso exclusivo seu de agora em diante.
Ema concordou:
— Ótimo, então vamos arrumar as coisas e ir embora. Hoje você janta lá em casa.
....................
Três dias depois.
Começo das sessões fotográficas no estúdio um.
A artista Fernanda Pinto chegou ao Estúdio Prisma Su no horário marcado, acompanhada por uma assistente.
Hortensia já tinha organizado toda a equipe necessária e, com muita educação, as conduziu até o estúdio.
— Sra. Pinto, por aqui, por favor.
— Obrigada, Sra. Queiroz. Desculpe incomodá-la com isso pessoalmente — Fernanda lançou um olhar para o crachá de Hortensia e respondeu com polidez.
— A senhora é a primeira convidada de honra do nosso Estúdio Prisma Su; é nossa obrigação. — Hortensia sorriu de forma suave, estendeu a mão direita para indicar o caminho e acrescentou: — O camarim, o provador e o estúdio ficam no subsolo. Cuidado com os degraus.

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