Todos os olhares na mesa se voltaram imediatamente para Ema.
Quem abriu a porta foi Carina. Ao vê-la, puxou-a para dentro do salão com um sorriso de orelha a orelha e disse:
— Olha só, eu estava quase saindo para procurar onde você tinha se metido. Que coincidência.
Enquanto falava, Carina conduziu Ema até a cadeira vazia ao lado de Alípio e, segurando-a suavemente pelos ombros, a fez sentar:
— Senta logo, os pratos já vão ser servidos. Hoje, todo mundo veio por sua causa. Uma reunião assim é rara. Olha como está todo mundo radiante.
Ema: — ...
Sim, todos vieram celebrar a inauguração do seu estúdio. A enorme mesa redonda para quinze pessoas estava quase completamente lotada.
Diante de uma cena daquelas, como ela poderia estragar o clima e acabar com a noite de todo mundo?
— Carina, senta também — disse Ema suavemente, com educação, inclinando-se um pouco para a frente. Assim que terminou, acenou em direção à porta: — Vânia, você trabalhou o dia inteiro, venha se sentar também.
Depois que todos se acomodaram, as bebidas e a comida começaram a chegar à mesa, uma após a outra.
Ema se levantou, ergueu a taça de vinho e disse com voz clara e suave:
— Hoje, agradeço de coração a todos os amigos que tiraram um tempo para vir. Não vou me alongar com discursos bonitos; toda a minha gratidão está neste brinde.
Quando Ema se levantou, todos a acompanharam e se puseram de pé também.
Ao terminar a frase, levou a taça aos lábios. Porém, a taça foi subitamente tirada de sua mão por uma mão grande e, logo em seguida, um copo de suco foi colocado em seu lugar.
— Não beba álcool, tome isso.


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