O olhar de Ema foi atraído involuntariamente para o objeto: uma câmera antiga repousava silenciosamente dentro de um elegante estojo de couro.
O corpo da câmera era todo de metal robusto. A superfície trazia as marcas do tempo, opaca, mas cheia de textura, revelando um charme nostálgico e melancólico.
Além disso, o formato era único, com linhas fluidas. Cada botão parecia contar uma história do passado.
Isso... era uma câmera clássica que ela tinha visto em uma exposição internacional.
Esse tipo de câmera não estava à venda. No jargão do meio, era uma peça inestimável. Como Alípio conseguiu pôr as mãos nela?
Enquanto Ema a observava, sua mão se estendeu de forma involuntária para acariciar a estrutura. Em sua mente, surgiu de repente a lembrança daquele equipamento de mais de cinco milhões, de alguns anos atrás. Nem ele poderia se comparar a essa raridade.
Sem falar no quanto ela estava encantada, quase babando; se Givaldo estivesse ali e a visse, provavelmente também ficaria enlouquecido. Essa obsessão por bons equipamentos era algo que só os verdadeiros amantes da fotografia compreendiam.
— Hoje em dia, pouca gente sabe mexer nisso. Coisas boas precisam do dono certo para mostrar o próprio valor. Com ela, você vai conseguir construir rapidamente um nome no mercado. Com a sua técnica fotográfica, virar referência no setor vai ser só questão de tempo.
A voz de Alípio soou de repente, e a mão de Ema recuou instantaneamente, como um reflexo condicionado.
— ...
O que ela estava fazendo? Cobiçando um presente que ele usava para tentar agradá-la?
A expressão que tinha feito agora há pouco provavelmente não era muito diferente da de alguém com os olhos brilhando diante de ouro e joias...
Ema não conseguiu evitar morder os lábios. Por mais preciosa que fosse aquela peça, ela não era sua. E, por mais que a quisesse, não aceitaria nada vindo dele.
Ema estava prestes a recusar quando Alípio colocou o próprio celular diante dela. Ela deu uma olhada rápida e ficou chocada mais uma vez.
Pegou o aparelho apressadamente das mãos dele e deslizou a tela, examinando tudo repetidas vezes.

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