O que ele estava fazendo ali? E por que trouxera toda aquela comitiva espalhafatosa? Tinha acontecido alguma coisa?
Enquanto Ema ainda estava atônita, Alípio já vinha caminhando em sua direção. No meio da multidão, ouviam-se murmúrios e cochichos.
Ema tentou se virar e voltar para dentro, mas, antes que pudesse dar o primeiro passo, Alípio já estava parado diante dela.
Ele a olhou com carinho e disse com um leve sorriso:
— Sra. Pacheco, parabéns pela inauguração. Desejo muito sucesso e prosperidade.
Em seguida, Marcos, que vinha logo atrás dele, ergueu discretamente o braço. Os carros atrás começaram a sair um a um do campo de visão, até restar apenas um caminhão de transporte parado diante da porta.
Assim que o veículo estacionou, os homens que vieram com ele começaram a descarregar os objetos.
Uma placa de fachada, vasos decorativos, uma Árvore da Felicidade, quadros artísticos...
As vozes da multidão voltaram a se agitar:
— Aqueles vasos e quadros parecem as antiguidades de um leilão recente, eu vi no noticiário. Custam uma fortuna!
— A placa é de cristal? Que brilho lindo! O nome Estúdio Prisma Su ficou com um ar quase mágico. Meu Deus, eu nunca vi uma placa tão bonita.
— Olhem para aquela Árvore da Felicidade. O que é isso?! Parecem barras de ouro de verdade penduradas... eu... eu queria tocar só para ter certeza.
— E o que é aquela última peça coberta com tecido de seda vermelho? Tem um formato tão estranho.
— Vocês não sabem quem ele é? É o Alípio, figurão do mundo dos negócios aqui em Campo Belo do Sul.
— Quem não sabe disso? Pelo visto, esse Alípio está querendo conquistar a Ema. Ela realmente é cheia de surpresas, sempre tão discreta no dia a dia.
— ...
Ao ouvir os comentários, Ema percebeu o valor absurdo daqueles objetos e sentiu o coração disparar.


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