— Obrigada.
O agradecimento solene de Ema fez com que Henrique, que já estava prestes a sair, parasse.
Ele se virou, deu-lhe um sorriso suave e então saiu a passos largos.
Samuel se aproximou de Ema naquele momento. Olhando para Henrique que se afastava, ele perguntou:
— Vocês são próximos? Vi de longe você entregando um documento para ele. Era aquele da Zenobia?
Ema respondeu enquanto entrava no carro:
— Sim. Ele disse que tem alguns contatos, e como não temos outra alternativa agora, é bom ter mais alguém ajudando. Isso pode garantir mais segurança para a Zenobia.
....................
No dia seguinte.
Ema deixou as crianças na escolinha e foi novamente à delegacia.
Mas, assim como no dia anterior, ela continuou sem conseguir ver Zenobia, não obteve respostas sobre o andamento do caso e muito menos sabia quando ela seria solta.
Ela ligou de novo, um por um, para os colegas de trabalho de Zenobia com quem havia falado ontem, mas também não havia nenhuma novidade.
Naquela manhã, também havia ligado para Henrique e Samuel, mas as coisas não estavam avançando tão rápido para nenhum dos dois.
O estúdio que Ema planejava abrir ainda precisava de alguns documentos para aprovação, mas ela não tinha o menor ânimo para lidar com isso.
Hortensia, que acompanhava Ema, também se sentiu desanimada ao vê-la naquele estado.
Hortensia puxou Ema pelo braço em direção aos assentos no saguão, tirou um suco da bolsa, entregou a ela e tentou confortá-la:
— Ema, vamos sentar um pouco aqui. Tente não ficar tão angustiada.
— Tudo bem, eu estou bem.
Ema pegou o suco lentamente e sentou-se. Apesar de dizer que estava bem, assim que abriu a boca, seus olhos se encheram de lágrimas.
No passado, sempre que ela tinha algum problema, Zenobia dava um jeito de resolver tudo. Mas agora que Zenobia estava em apuros, ela se via completamente de mãos atadas.

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