— Ema, o que eles disseram? — Samuel se aproximou e perguntou em voz baixa.
Ema arrastava seus passos cansados em direção à saída, dizendo enquanto caminhava:
— Disseram que a Zenobia já contratou um advogado e que não podemos ficar aqui por muito tempo. Vamos voltar primeiro.
Samuel assentiu e recomendou:
— Sim, vá para o carro primeiro. Eu vou trocar algumas palavras com o advogado.
— Tudo bem. — Após concordar, Ema saiu pela porta do saguão.
Assim que chegou à área de estacionamento, ouviu alguém chamando seu nome.
Ema olhou devagar na direção da voz e viu Henrique correndo de não muito longe.
— Sra. Pacheco, não esperava encontrar você por aqui.
Ema não estava com humor para conversas, e deu apenas um leve aceno como cumprimento.
— Depois que te encontrei naquele dia, fiz uma viagem para o exterior, por isso não entrei em contato. Você não parece estar com uma cara nada boa hoje. — Henrique disse, enquanto lançava um olhar para o prédio principal a pouca distância. Ele franziu a testa e perguntou: — O que veio fazer aqui? Aconteceu alguma coisa?
A garganta de Ema estava com um nó. Ela não conseguia descobrir o menor sinal de como a situação estava progredindo e sentia o coração apertado, temendo o grande problema que poderia cair sobre Zenobia desta vez.
Mesmo com Henrique perguntando daquela forma, Ema não tinha vontade de conversar com ele. Respondeu apenas de forma fria:
— Não é nada. Se tem algo para resolver, pode ir. Eu preciso ir embora.
Ao ver Ema se mover, Henrique a acompanhou de pressa, dizendo com preocupação:
— Só de olhar para você, eu sei que algo aconteceu. Conta para mim, minha família Sousa ainda tem relações bem fortes por todos os lados. Quem sabe eu não consigo ajudar.

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