Pouco depois, a pequena mesa articulada foi erguida diante de Ema. Pelo canto do olho, ela viu um par de mãos grandes abrindo e organizando as embalagens de comida sobre a superfície, enquanto a voz suave de Alípio soava em seus ouvidos:
— Você dormiu por quase um dia inteiro, coma primeiro.
Ela estava com fome?
Quando acordou, a fome já era imensa. Não comia absolutamente nada desde a noite anterior.
A última vez que havia sentido uma fome tão avassaladora fora na infância...
Agora, ao sentir o aroma reconfortante, seu estômago roncou alto. Embora os pratos e o caldo parecessem bem leves e de fácil digestão, para alguém faminto, aquilo era um verdadeiro banquete.
Enquanto Ema permanecia em silêncio, Alípio pegou o recipiente com arroz e o estendeu para ela:
— Coma logo, sua saúde é o mais importante agora.
Ema hesitou, mas Alípio já havia pegado um camarão com o talher, parando-o no ar diante dos olhos dela, enquanto dizia com a voz mansa:
— Seu corpo só tolera alimentos mais leves agora. Deixe-me dar na sua boca.
Ema ergueu a mão, afastando-o com as costas da mão, e respondeu com frieza:
— Eu como sozinha.
Enquanto Ema comia, Alípio usava uma colher para lhe servir o caldo com cuidado, soprando de vez em quando para esfriar.
Mesmo com o esforço dele para esfriar o caldo, Ema não tomou nenhuma gota, optando por comer uma porção suave de ovos cozidos.
Alípio não insistiu. Acabou tomando o caldo ele mesmo e acompanhou Ema comendo um pouco também.
Durante a refeição, nenhum dos dois disse uma palavra. Só quando sentiu o estômago forrado, Ema pousou o talher.
Seu olhar deslizou lentamente para o cabo de dados perfeitamente enrolado sobre o criado-mudo; o conector era compatível com o seu celular.
Sem demonstrar emoção, Ema desceu da cama, tirou o aparelho da bolsa e o colocou para carregar.
Assim que a tela acendeu, ela disse com um tom indiferente:



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