Após as palavras de Luís, Catarina ficou paralisada à beira da cama, como se tivesse sido atingida por um raio.
Demorou um bom tempo até ela voltar a si e começar a chorar.
— Olha, não chore mais. Se você desmaiar de novo, nem Deus vai conseguir te salvar.
Luís olhou para a situação de Catarina com o rosto franzido de preocupação.
Que pecado eles deviam estar pagando?
O filho era um inútil, e a filha praticamente havia fugido de casa.
E ainda tinha a Ema, que havia sido trocada...
Ela sumiu por anos e, agora que voltou, nem se aproximou da família Pacheco. Ficava claro que ela queria distância da vida humilde que levavam.
Além disso, a empresa dele, sem o apoio financeiro de Alípio, já estava capengando e agora estava à beira da falência...
Como diz o ditado, quem não tem medo da morte?
Assustada com o aviso de Luís, Catarina logo parou de chorar, ajeitou o corpo e ficou semi-recostada na cama do hospital.
Após vários suspiros, os dois começaram a discutir como pagariam as futuras despesas médicas...
....................
No dia seguinte.
Fim de semana.
Ema pretendia acompanhar as crianças na gravação.
No entanto, logo de manhã cedo, recebeu um e-mail de Samuel.
No e-mail, havia uma série de documentos sobre a família Ribeiro.
Sem alternativa, Ema deixou as crianças no local da gravação, garantiu que Hortensia e as duas senhoras ficassem cuidando delas, e seguiu de carro para o endereço indicado na mensagem.
Quando estava na metade do caminho, seu celular tocou.
Ema procurou um lugar para encostar e, só depois de estacionar o carro com segurança, pegou o celular na bolsa no banco do passageiro.
— Oi, Samuel. Eu recebi o seu e-mail.
Ema ficou em silêncio por um instante e recusou:
— Samuel, eu consigo ir sozinha. Eu só vou dar uma olhada de longe, não vou entrar. Eu... já dei trabalho demais para você e para a Zenóbia.
Com medo de que Samuel interpretasse mal, Ema fez questão de mencionar o nome de Zenóbia para demonstrar a gratidão que sentia por ambos.
Mas, antes que ela pudesse terminar a frase, Samuel a interrompeu:
— Por que dizer isso entre amigos? Desça do carro.
Após dizer isso, Samuel endireitou a postura e esperou um pouco. Como Ema não se moveu, ele se curvou novamente para olhar dentro do carro:
— Ema, se você não quer a minha companhia, pode chamar aquele Amorim para ir com você. De qualquer forma, não deixarei você ir sozinha.
Quando Ema pensou em recusar novamente, Samuel continuou:
— Você terminou de ler os arquivos sobre a família Ribeiro? Sabe quem é a filha deles? Sabe qual é a relação entre eles e a família Salazar?
Ema ficou atônita. Ela realmente não tinha tido tempo de ler tudo.
Ela apenas viu o perfil de Fidel e, ao confirmar que era o mesmo Fidel que havia procurado a família Pacheco, partiu às pressas.

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