Aquele perfume fresco e familiar veio em sua direção, pairando sob o seu nariz.
O rosto de Ema corou num instante e ela apressou-se a estender as duas mãos para empurrá-lo, na tentativa de se livrar de seu abraço.
No entanto, assim que se moveu, ela ouviu a voz profunda e magnética dele, com um tom irrefutável de comando:
— Não se mova.
As palavras curtas e poderosas soaram como uma ordem, fazendo Ema hesitar.
Mas ela hesitou apenas por um momento e logo usou a força dos braços para tentar empurrá-lo novamente.
Este empurrão não seria um problema por si só, mas suas pernas inevitavelmente fizeram força embaixo. Como resultado...
Riiiip...
A barra do vestido, presa ao relevo da cadeira, sofreu com o puxão muito mais forte daquela vez.
Em um instante, a parte rasgada subiu da panturrilha de Ema até acima do joelho; mais precisamente, já havia chegado à coxa.
Ema ficou em silêncio...
O tecido de seda, por natureza, já não suportava ser arranhado, imagine então ser puxado com tanta força!
Ainda assim, o relevo saliente parecia não ter a intenção de soltar o vestido dela; os fios soltos e o tecido rasgado continuavam dependurados ali, fio por fio.
Ema não ousou se mover novamente. Sentia que, se fizesse qualquer movimento brusco, o rasgo do vestido continuaria subindo desde a sua coxa até em cima...
— Eu disse para não se mover...
Alípio, que ainda segurava firmemente a sua cintura, parecia relutante em soltá-la. Ele apenas se abaixou, enquanto mantinha um braço ao redor dela.
Com o rosto cheio de constrangimento, Ema acompanhou o movimento dele ao se abaixar, mas o ponto onde o relevo prendia a saia estava completamente bloqueado pelas amplas costas do homem.
Ela só conseguia ver o braço livre dele se movendo, mas aquele braço se moveu por um bom tempo e ele ainda não havia se levantado.
E além disso... a altura a que ele se abaixou chegava exatamente à altura de seus quadris.
Ele a soltou, deu um passo à frente e pegou o fino paletó de terno que ele havia tirado e colocado sobre a cadeira quando chegara ali.
Antes que Ema pudesse reagir, ele se abaixou agilmente na frente dela e, num piscar de olhos, amarrou o paletó ao redor da cintura dela:
— Quando você andar, pode aparecer demais. Use isso para se cobrir primeiro e venha comigo.
Ema baixou o olhar para o próprio abdômen. A roupa dele...
Embora fosse grande, amarrada de forma frouxa, não conseguia envolver completamente a sua perna...
Alípio deu apenas alguns passos quando se virou e viu que Ema continuava parada, estática no lugar. Ele voltou, pegou a bolsa da mão dela e, sem rodeios, a puxou em direção à porta.
— Me solte, não preciso que cuide de mim. — Ema franziu as sobrancelhas e o seu rosto estava repleto de resistência, o tom soando bastante rude.
E Alípio, parando no meio do caminho, varreu os olhos escuros e profundos por ela:
— Se quiser aparecer nos assuntos mais comentados das redes sociais de amanhã, fique à vontade para insistir em fazer birra aqui.

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