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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 344

No fim da tarde, Henrique mandou mensagem.

“Já descobri quem é o homem.”

Ema respondeu quase imediatamente:

“Quem é?”

A resposta demorou pouco:

“Advogado. Nome: Marcelo Teles. Casado.”

Ema ficou olhando para a tela, sem se mexer.

Casado.

A palavra pesou mais do que ela esperava.

Henrique enviou outra mensagem logo em seguida:

“E não parece encontro de trabalho.”

Ema apertou o celular com mais força.

“Você tem certeza?”

Henrique respondeu:

“Tenho. Eles entraram juntos num prédio comercial, ficaram lá mais de uma hora e saíram pelo estacionamento interno. Meu contato conseguiu foto.”

No segundo seguinte, a imagem chegou.

Ema abriu.

A foto era nítida o suficiente: Carina e o homem saindo lado a lado, ele com a mão nas costas dela, os dois próximos demais para qualquer interpretação inocente.

Ema fechou a imagem na mesma hora.

O peito apertou.

Não porque tivesse qualquer sentimento por Carina, e muito menos por esse homem desconhecido.

Mas porque aquilo significava que Givaldo estava sendo enganado — ou, no mínimo, mantido no escuro.

E, por mais complexa que fosse a relação deles, ela sabia muito bem o gosto amargo de ser enganada.

Henrique mandou mais uma:

“Vai contar?”

Ema demorou um pouco antes de responder:

“Ainda não sei.”

Henrique:

“Se você esperar demais, pode ficar pior.”

Ela travou os dentes.

Sabia que ele tinha razão.

Mesmo assim, não era tão simples.

Minutos depois, Givaldo voltou a mandar mensagem.

“Vou sair agora. Talvez eu demore.”

Ema olhou para a tela com um humor cada vez pior.

Talvez ele estivesse saindo para resolver o quê? Para organizar a chegada de Carina? Para encontrá-la sem saber de nada?

Sentiu um impulso súbito de mandar a foto na mesma hora.

Mas conteve-se.

Digitou apenas:

“Certo.”

...

À noite, em casa, depois que as crianças já tinham jantado e estavam tomando banho com a ajuda das senhoras, Ema se sentou no sofá com o celular na mão.

Abriu e fechou a conversa com Givaldo várias vezes.

Não conseguia decidir.

Zenobia percebeu a distração dela e perguntou:

— Está tudo bem?

Ema ergueu os olhos.

— Mais ou menos.

Dignidade.

Ela sabia muito bem o valor dessa palavra.

Ainda assim, antes que pudesse tomar uma decisão, a campainha tocou.

Uma das senhoras veio do corredor e avisou:

— Dona Ema, tem um entregador aqui dizendo que é para a senhora assinar.

O coração dela afundou imediatamente.

Saiu até a entrada, assinou o recebimento e olhou a caixa.

Não havia remetente.

Levou a encomenda para a sala e abriu.

Dentro havia apenas um celular novo e um bilhete curto:

“Para o caso de você quebrar o próximo.”

Ema ficou imóvel por dois segundos.

Então amassou o bilhete na mesma hora.

Zenobia, que tinha vindo atrás, lançou um olhar para dentro da caixa e perguntou:

— Foi ele?

Ema respondeu com frieza cortante:

— Foi.

Zenobia soltou um suspiro.

— Esse homem realmente não sabe parar.

Ema fechou a caixa com força.

Naquele instante, decidiu duas coisas.

Primeiro: no dia seguinte, contaria tudo a Givaldo sobre Carina.

Segundo: se Alípio continuasse invadindo sua vida dessa forma, ela deixaria de apenas reagir — e começaria a agir antes dele.

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