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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 339

Ema deu um tapinha no ombro do garçom e disse gentilmente:

— Pode voltar ao trabalho. Boa sorte.

O rapaz abriu um sorriso jovem e luminoso:

— Poxa, foi um prazer te conhecer, Ema. A gente pode trocar contato?

— Claro. — Ema assentiu com simpatia.

Assim que tirou o celular e abriu o QR code do seu perfil, o garçom foi subitamente puxado pelo colarinho por Alípio, que o arrastou para o lado.

— Assediando cliente em horário de trabalho?

Fazer uma denúncia justa era uma coisa, mas ele realmente ainda estava em expediente.

Com o dono do restaurante ali na frente, impondo aquela presença elegante e intimidadora, o garçom não conseguiu evitar o medo.

Afinal, não queria perder o emprego. O ambiente era bom e o salário também.

Ele enfiou rapidamente o celular no bolso, soltou um “desculpa” e saiu correndo.

Enquanto o garçom fugia, Ema fingiu que Alípio nem existia. Mudou o QR code na tela para o de pagamento e o estendeu à operadora do caixa:

— Ainda vão cobrar a taxa de lugar?

A funcionária, totalmente sem graça, respondeu:

— N-Não... não precisa...

Ela lançava olhares furtivos para Alípio.

Tinha visto e ouvido tudo. Aquela mulher definitivamente não tinha uma relação qualquer com o dono dali. Ela já não tinha coragem nem de levantar a maquininha.

Quando Ema estava prestes a pressioná-la de novo, a voz magnética de Alípio soou bem ao lado do seu ouvido:

— Foi um prazer te conhecer, Ema. A gente pode trocar contato?

Ema:

— ...

Aquele homem devia ter algum problema mental.

Ignorando-o completamente, virou-se para Hortensia:

— Você tem dinheiro em espécie?

Hortensia balançou a cabeça, sem graça.

Ema franziu a testa e voltou a apontar o celular para a operadora:

— Por favor, passa logo isso. Estou quase atrasada para o trabalho.

A ousadia daquela mulher era fora do comum.

Como podia bloquear Alípio com tamanha arrogância?

Muita gente daria a vida por aquele número de WhatsApp.

E o pior: Alípio não parecia nem um pouco irritado...

A garota do caixa perguntou, ainda cautelosa:

— Chefe... o que eu faço?

— É por conta da casa — respondeu Alípio com calma, os olhos ainda presos em Ema.

Ema segurou o celular e retrucou com ironia:

— Uau, típico de um grande chefe. Quanta generosidade. Acho que de agora em diante vou marcar todos os jantares da empresa aqui, já que podemos comer de graça.

— Será sempre bem-vinda — disse Alípio, com um sorriso de canto e os olhos semicerrados, observando-a preguiçosamente.

Ema o mediu de cima a baixo e zombou:

— Parece que você ainda não procurou tratamento para a sua doença.

Dizendo isso, arrancou a maquininha da mão da operadora e apertou o botão rapidamente.

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