Ema estava sentada no escritório, falando ao telefone com Givaldo:
— Givaldo, a matrícula das crianças na escolinha deu tudo certo?
Do outro lado da linha, Givaldo respondeu:
— Tudo certo. A propósito, como estou com a tarde livre, que tal eu ir ver uma van ou um carro maior pra levar e buscar as crianças na escola? Como sempre, eu resolvo toda a parte burocrática.
Ema hesitou por um momento:
— Falamos sobre isso quando você voltar.
Givaldo concordou:
— Combinado, chego ao estúdio em meia hora.
Assim que ela desligou, Hortensia bateu na porta e entrou com uma xícara de café:
— Ema, seu café.
Ema deu um sorriso gentil:
— E então, Hortensia? Já se acostumou com o trabalho aqui?
Hortensia respondeu com satisfação:
— Claro! Eu sempre soube que trabalhar com você traria um grande futuro, hihi. Mas, Ema, por que você ainda me chama de Hortensia? Pode me chamar de Vânia, como todo mundo
— Tudo bem, quando não houver ninguém por perto, eu te chamo pelo seu apelido. Você está me bajulando de novo. Já terminou o seu trabalho? — Ema brincou, fingindo repreendê-la.
Hortensia era a mesma garota que acompanhava Ema na época do antigo Estúdio de Sonho.
Naquele tempo, como Hortensia ocupava um cargo inferior, todos a chamavam apenas de Vânia, Vânia.
Mas, agora que estavam ali, Ema não gostava de tratá-la como uma simples garota de recados.
— Já terminei, já terminei. Só que... — Vânia disse, correndo para trancar a porta antes de continuar:
— Chegou um cara na recepção. Ele está sentado lá a manhã toda. Ouvi dizerem que é alguém da VerdeOuro Talent.
Ema franziu a testa:
Desde que Ema havia se estabelecido no "Estúdio Olhar Nobre" e trazido Hortensia para trabalhar com ela, Ema nunca mais mencionou o nome de Alípio.
Como o assunto do homem surgiu na conversa, ela acabou comentando sobre o ocorrido.
No entanto, ao observar a expressão de Ema, não notou nenhuma alteração.
— Entendi. Vá esperar o Sr. Amorim na recepção. Lembre-se de avisá-lo imediatamente para continuar recusando a VerdeOuro Talent. Diga que fui eu quem pediu. — Ema instruiu enquanto continuava a digitar no teclado.
Hortensia assentiu:
— Entendido, Ema. Cada decisão importante que você toma eleva o patamar do nosso estúdio. Se eu fosse o Sr. Amorim, também seguiria todos os seus conselhos.
Ema riu:
— Eu sou tão incrível assim? Se não fosse por aquelas suas sessões de fotos criativas, postando os pequenos na internet e os deixando tão fofos, eles não seriam o sucesso que são hoje.
Hortensia sorriu, sem graça:
— Mas isso também não é fruto de tudo o que você me ensinou, Ema? E mais, o "Trio Docinho" só chegou aonde chegou porque os bebês que você teve são lindos e incrivelmente espertos. Qualquer um que vê essas crianças fica encantado.

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