Marcos olhou para baixo e aconselhou:
— É melhor esperarmos o Sr. Salazar sair, não acha?
Isabel assentiu, decidindo esperar ao lado de Marcos, já que não havia mais nada a fazer no momento.
Assim que Isabel se acomodou, sons sucessivos de objetos sendo estilhaçados ecoaram do escritório.
Os dois se entreolharam atônitos, e Isabel sussurrou com a voz trêmula:
— O Sr. Salazar nunca foi de quebrar as coisas assim, o que está acontecendo?
A mente de Marcos girava em busca de uma explicação, cogitando se o motivo seria o teste de paternidade.
Aquilo havia sido um segundo teste, afinal de contas!
Acreditando ser o único ciente e encarregado do assunto, Marcos respondeu:
— Talvez ele esteja devastado porque a Sra. Ema desapareceu...
Isabel suspirou profundamente e lamentou:
— Quando voltei da minha terra natal e a vi no Solar do Vale, pensei genuinamente que os dois tivessem se reconciliado.
A preocupação de Isabel por Ema era palpável, pois não imaginava para onde uma mulher grávida e solitária poderia ir.
A família Pacheco certamente não seria de nenhuma ajuda, deixando um futuro incerto para Ema.
Com o coração pesado, Isabel concluiu que o celular de Tânia poderia ser entregue a Alípio em outro momento, despedindo-se de Marcos antes de descer as escadas.
Marcos permaneceu estoico junto à porta do escritório, aguardando as ordens de Alípio.
No entanto, ele recebeu apenas uma breve mensagem de texto:
— Pode ir para casa agora.
Ao chegar em casa, Tânia desabou no chão da sala, soluçando incontrolavelmente:
— Mãe, todos no Solar do Vale estão dizendo que a Ema fugiu... — Chorava Tânia copiosamente. — O Alípio interrogou cada pessoa para saber se alguém a ajudou a escapar e acabou me expulsando de lá, estragando as minhas chances com os jovens ricos que eu tinha acabado de conhecer...
— A Ema sabe disso? Nós crescemos juntas durante toda a vida, como ela pode não ser filha de vocês? De onde vocês a trouxeram?
Catarina coçou a cabeça, exalando pura irritação ao responder:
— Ela não sabe de nada e você vai fingir que também não ouviu! Não se meta em assuntos de adultos.
Tânia protestou com veemência:
— Eu já sou adulta, por que vocês não podem me contar a verdade?
A fúria de Catarina transbordou em um grito estridente:
— O que mudaria se você soubesse? A culpa de tudo isso é do inútil do pai de vocês!
Ao proferir as palavras venenosas, Catarina fuzilou Luís com um olhar carregado de ódio.
Luís soltou um suspiro exausto e ponderou com resignação:
— Por que a culpa sempre recai sobre mim? A empresa está muito mais estável agora e nós não passaremos mais necessidades no futuro, então parem com essa gritaria inútil.

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