Alípio levantou-se devagar e disse com ternura:
— Quer que eu te carregue até lá?
— Não, já estou bem. — Respondeu Ema friamente, caminhando imediatamente em direção ao banheiro.
Ela não queria falar mais nada; estava ansiosa para falar com Zenobia.
— Vou te esperar aqui. Esse mármore é escorregadio, tome cuidado.
A recomendação de Alípio veio de trás. Ema parou por um instante, não respondeu e entrou direto no banheiro.
Assim que entrou, foi puxada por Zenobia para dentro de uma cabine.
Ema mal se firmou e abraçou Zenobia, com a voz embargada, incapaz de falar.
Zenobia também a abraçou forte. Pouco depois, afastou Ema suavemente.
Ela colocou o indicador nos lábios, sinalizando para Ema não fazer barulho.
Zenobia pegou um lenço de papel, enxugou as lágrimas de Ema e as suas próprias. Em seguida, sacou o celular, digitou rapidamente e mostrou para Ema.
"O que preciso dizer pode ser ouvido. Vamos falar digitando?"
Ema assentiu apressadamente.
Zenobia digitou:
"A casa na cidade pequena já está arranjada, mas o advogado viajou e só volta depois de amanhã. Você terá que aguentar mais dois dias."
Ema pegou o celular e digitou rapidamente:
"Tudo bem. Depois de amanhã, à tarde, arrumo um jeito de te ligar."
Zenobia leu o texto, tirou da bolsa m celular bem pequeno e um cabinho de carregador, e entregou a Ema. Ela sussurrou no ouvido dela:
— Esse é fácil de esconder. Entre em contato a qualquer hora.
Ema assentiu repetidamente. Zenobia tirou um pacote grande de lenços da bolsa, enfiou o celular no meio dos papéis e colocou na bolsa de Ema.
Vendo Zenobia operar tudo aquilo rapidamente, Ema sentiu ondas de gratidão.
Ela segurou a mão de Zenobia e disse em voz baixíssima:
Figura alta, camisa preta e calça social preta. A gola da camisa, como sempre, estava com alguns botões abertos.
Embora usasse boné e óculos escuros, o que escondia parte do rosto, sua postura despojada e aura distinta atraíam os olhares de muitas garotas.
No pouco tempo que Ema ficou parada ali, três garotas já haviam se aproximado para puxar conversa com Alípio.
Ema não conseguia ouvir o que diziam e pensou em voltar para a loja sozinha.
Ela começou a caminhar devagar, mas, ao passar perto de Alípio, sua mão foi subitamente agarrada por ele, que veio em sua direção.
Em seguida, ouviu a voz de Alípio num tom manhoso:
— Esposa, por que demorou tanto?
Ema franziu a testa, e seu olhar foi atraído sem querer pelas garotas ao lado.
Elas a examinavam com olhares nada amigáveis.
Sem paciência para lidar com aquilo, Ema disse indiferente:

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