Encolhida, Ema chorava como se uma represa tivesse se rompido dentro de si.
Os seus lábios, inchados e vermelhos pelos beijos dele, tremeram várias vezes, mas nenhum som saiu.
Ao ver Ema naquele estado, Alípio sentiu uma dor aguda no peito.
Ele a abraçou ainda mais forte, como se quisesse fundi-la ao seu próprio corpo.
Alípio apoiou o queixo no topo da cabeça dela e falou devagar:
— Ema, acredite ou não. Eu te amo. Mesmo com o coração atormentado, eu ainda te amo. Mesmo tendo visto você com outro homem... eu continuo te amando incontrolavelmente... Ema, eu nunca fui tão humilde assim.
Dito isso, ele segurou os ombros dela e a virou para que ficasse de frente para ele.
— Ema...
Ele a chamou com ternura, erguendo o queixo dela para beijar seus lábios.
Ema, aproveitando sua distração, mordeu o lábio dele com força, seus olhos marejados transbordando ódio.
Alípio não lutou, nem a empurrou.
Ele apenas franziu a testa e a encarou, com um olhar de pena e dor que Ema jamais tinha visto nele.
Só quando sentiu o gosto de sangue, Ema o soltou lentamente.
Sangue vermelho vivo escorria pelo canto da boca de Alípio.
Ele passou o polegar levemente pelo canto dos lábios:
— Sentiu-se vingada? Se não, pode me bater também.
Em seguida, ele a olhou solenemente, com a voz rouca, mas calma:
— Eu errei agora pouco, mas não é só desejo pela sua beleza ou pelo seu corpo. É amor. Eu te desejo há muito tempo, todos os dias. Ema, depois de tantos dias de tortura, pensei que conseguiria te deixar ir, mas não consigo. Eu vi meu coração com clareza, não posso viver sem você...
Alípio segurou o rosto dela e disse, pausadamente:
— Vamos recomeçar, está bem? Tudo o que fiz foi para te manter aqui. Eu nem esperei pelo segundo exame de DNA. Por você, eu aceitaria tudo...
Ema, que permanecera em silêncio o tempo todo, achou tudo aquilo extremamente ridículo.
— Eu... vou encher a banheira. Tome um banho e durma bem.
Dito isso, ele caminhou direto para o banheiro.
Logo, uma fina camada de vapor cobriu a porta de vidro...
Dez minutos depois, Alípio saiu do banheiro.
Ele foi até o closet, pegou um roupão e voltou para a cama, envolvendo Ema nele.
Sem dar chance para ela resistir, ele a pegou no colo.
Enquanto caminhava para o banheiro, recomendou com voz suave:
— Não se debata. Meu braço ainda dói, não quero te deixar cair.
Enquanto falava, já haviam chegado ao banheiro.
Ele a colocou delicadamente sobre o tapete de lã e continuou falando com gentileza:

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