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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 196

No dia seguinte...

A luz do sol refratava através da janela para dentro da enfermaria.

Ema acordou lentamente.

Desde as injeções de vitaminas até o café da manhã, o olhar de Ema permaneceu vago.

Vitória cuidava dela com atenção, mas Ema não dizia uma palavra.

Não havia muita expressão em seu rosto; ela parecia a calmaria após a tempestade.

Ela pensara em muitas formas de fugir dali, mas nenhuma parecia viável.

Convencer Vitória era uma impossibilidade ainda maior.

Perto do meio-dia, a porta foi empurrada suavemente e Alípio reapareceu.

Atrás dele estava Marcos, carregando várias sacolas de diferentes tamanhos.

Antes mesmo que o olhar de Ema os alcançasse, ouviu Marcos dizer:

— Sra. Ema, estas são roupas, suplementos e cosméticos para gestantes que o Sr. Salazar comprou pessoalmente...

Ema moveu o olhar lentamente e interrompeu Marcos com frieza:

— Eu tenho nome, me chamo Ema.

O rosto de Marcos mostrou constrangimento, e ele fechou a boca rapidamente.

Em seguida, guardou as coisas depressa e ficou respeitosamente de lado.

Alípio fez um leve gesto com a mão, e Marcos e Vitória saíram prontamente do quarto.

Ele ficou em silêncio por um momento.

Caminhou devagar até a beira da cama, sentou-se e perguntou em tom morno:

— Como se sente hoje?

Ema olhou para ele com indiferença e logo desviou o olhar.

Alípio não pareceu se importar com a frieza dela.

Ele pegou uma maçã na mesa de cabeceira e, enquanto a descascava, disse:

— Repito o que disse: ao sair daqui, você voltará para o Solar do Vale.

Ema olhou para ele com ceticismo, bufou e questionou, descontente:

— Alípio, você esqueceu mesmo que já estamos divorciados? Ou preciso que alguém lhe explique o significado de divórcio?

Os olhos de Alípio escureceram, e seus movimentos pararam.

Ele estava com a testa franzida, encarando a maçã caída.

Ema observava quando, de repente, ele se levantou.

Achando que o havia enfurecido, ela instintivamente recuou o corpo na cama.

Alípio, que acabara de se erguer, parou.

Ele virou a cabeça lentamente, fixou o olhar nela e perguntou com ironia:

— O que foi? Medo de que eu te bata?

Ema engoliu em seco discretamente, sem responder.

Em seu campo de visão, Alípio caminhou até a maçã.

Ele se abaixou, pegou a fruta do chão, foi ao banheiro lavá-la e retornou.

Ao sentar-se novamente, Alípio começou a comer a maçã tranquilamente enquanto olhava para Ema.

Ema observou a cena com frieza, mal podendo acreditar.

Quando ele se tornara tão econômico?

Antigamente, se algo caísse no prato de apoio, ele jamais comeria.

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