Era como se ela estivesse discutindo um assunto trivial com o médico.
— Isto...
Especialmente a enfermeira que havia falado, estava chocada e boquiaberta.
Essa mulher... com certeza foi destruída por Alípio, o homem com quem todas sonham em se casar.
Louca, simplesmente louca...
Os outros membros da equipe médica também começaram a sussurrar e cochichar entre si.
Alípio franziu as sobrancelhas, ergueu o braço direito e fez um leve gesto para trás.
Marcos, que estava atrás dele, assentiu imediatamente.
Em menos de um minuto, Alípio mandou dispensar a equipe, e a sala ficou vazia em menos de um minuto.
Ema observava tudo friamente, como se assistisse a uma farsa absurda.
Desde o momento em que alguém bateu ansiosamente na porta da sala de cirurgia, uma sensação de inquietação cresceu em seu coração.
Ela não tinha ouvido o relatório com clareza, apenas sentiu que algo havia acontecido.
O quê? A cirurgia realmente foi cancelada de repente?
Quando a porta da sala de cirurgia se fechou novamente, Alípio ordenou friamente:
— Desça. Vou mandar alguém levá-la de volta. Não me faça repetir uma terceira vez.
Ema se recompôs, encontrou lentamente o olhar dele e riu novamente.
— Alípio, você está com medo. Por que ficou com medo de repente? Não aguenta jogar até o fim?
Assim que Ema terminou de falar, uma sombra negra surgiu diante dela.
No segundo seguinte, seu corpo inteiro foi erguido da mesa de operação.
Quando ela reagiu, já havia sido carregada por Alípio para fora da mesa.
Ema bufou friamente e continuou o que dizia antes:
— Alípio, que jogo é esse? Você está com medo? Preparou todo esse cenário grandioso e de repente recuou porque achou que pegaria mal, então inventou um relatório fajuto para parar a cirurgia?
— Se eu tenho alguma doença, eu mesma não saberia? E se eu realmente tiver, isso não seria exatamente o que você quer? Me mate, você tem poder para transformar isso em um erro médico! Vá! Mande aquelas pessoas entrarem e fazerem a cirurgia!
Assim que as palavras insanas de Ema caíram, Alípio se inclinou abruptamente em direção a ela.
Ele apoiou um braço no braço da cadeira de Ema e questionou com voz grave:
— Você ficou louca? Que escândalo é esse?!
— Sim! Eu estou louca! Em vida não posso contra você, mas quando eu morrer, virarei um fantasma e não deixarei você em paz!
— Ema!
Alípio gritou, agarrando rudemente o queixo dela, forçando-a a encará-lo.

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