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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 131

Ema não gritou desta vez, nem levantou a voz.

No entanto, não era difícil perceber a frieza e a tristeza em suas palavras.

Depois de falar, ela ficou ali, olhando para Alípio com os olhos marejados.

Em seu olhar, já não havia a timidez de antes.

Agora que o segredo sobre as crianças havia sido exposto, que fosse.

Às vezes, as pessoas temem que certos segredos venham à tona.

Mas, quando realmente são revelados, parece que não é o fim do mundo.

Alípio, por sua vez, parecia ter sido abalado pelas palavras dela.

As veias em sua testa pulsavam, e seu olhar tornava-se cada vez mais afiado.

Era como se as emoções dele fossem ainda mais profundas que as dela.

Os dois permaneceram num impasse por um longo tempo, e Ema começou a se sentir cansada.

Embora tivesse dormido profundamente, o desgaste na delegacia desde o dia anterior ainda pesava em seu corpo.

Vendo que Alípio continuava imóvel e em silêncio, Ema tomou a iniciativa de falar:

— Alípio, o assunto das crianças termina aqui. Eles são meus, e eu arriscarei minha vida para protegê-los. Já que estamos divorciados, não deve haver mais nenhum vínculo entre nós. Agradeço por ter pago minha fiança hoje; quando eu tiver condições, retribuirei esse favor. Por favor, peça aos empregados para abrirem a porta, eu quero ir embora.

Desta vez, Ema falou com calma e em um tom relativamente sincero, mas Alípio agiu como se não tivesse ouvido, permanecendo imóvel.

Ema fez uma pausa, passou diretamente por ele e agarrou a maçaneta com as duas mãos.

Ela fez força, mas, como antes, a porta não abriu.

Ela começou a sacudir a porta incessantemente.

O barulho gradualmente caótico ecoou por todo o quarto, encobrindo os sentimentos complexos de ambos.

A ação continuou por um bom tempo, até que ela ouviu a voz de Alípio atrás de si:

— A porta pode ser aberta, mas tire da cabeça a ideia de ir embora.

— Abram a porta.

Assim que ele terminou de falar, ouviu-se um ruído do lado de fora e, em seguida, a porta se abriu.

Na entrada estava uma mulher de meia-idade com um rosto gentil, alguém que Ema nunca tinha visto e que não parecia uma empregada comum.

A mulher fez uma leve reverência para Alípio e disse respeitosamente:

— Sr. Salazar, a refeição da senhora está pronta. Devo trazê-la para cá ou servir na sala de jantar?

Alípio lançou um olhar para a camisola de seda de Ema e seus pés descalços, e ordenou calmamente:

— Traga para o quarto.

— Sim, senhor.

A mulher de meia-idade assentiu e então se virou para Ema, dirigindo-se a ela com o mesmo tom respeitoso que usara com Alípio:

— Senhora, meu nome é Vitória Barros. Pode me chamar de Vitória. A partir de hoje, serei responsável por sua alimentação e cuidados diários.

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