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Depois que os policiais levaram Ema.
Helena e Fátima estavam em um cômodo daquela mansão, recostadas confortavelmente no sofá, bebericando vinho tinto de tempos em tempos.
No quarto, havia também duas modelos, justamente as que armaram para Ema: Yasmin e Alice.
Elas estavam de pé, respeitosamente, diante da mesa de centro.
As duas ficaram paradas por um bom tempo até que Helena pousou a taça e tirou dois maços de dinheiro da bolsa.
Com uma postura de superioridade, ela jogou o dinheiro sobre a mesa e disse com uma voz afetada:
— Yasmin, Alice, vocês duas foram excepcionais hoje na beira da piscina, simplesmente fantásticas. Aquela atuação não perdeu em nada para as estrelas de primeira linha; é realmente um desperdício vocês serem apenas modelos. Mais tarde, quando eu tiver recursos em mãos, eu boto vocês pra trabalhar na TV e no cinema.
— Uau, Helena, é sério mesmo?
Yasmin exclamou com os olhos brilhando enquanto se agachava para pegar o dinheiro.
Ela sabia que seguir Helena traria benefícios e uma vida de alto nível.
Aquele homem inalcançável, Alípio, nunca havia levado outra mulher a eventos públicos.
A única que ele realmente levou foi Helena; bastava segurar firme nessa oportunidade para ter uma vida de luxo garantida no futuro.
— Claro que é verdade. No entanto, preciso deixar o aviso prévio.
Helena recostou-se na cadeira, estendendo a mão pálida diante de si.
Enquanto admirava suas unhas despreocupadamente, virando a mão de um lado para o outro, ela falou com arrogância.
Ao ouvir isso, Yasmin trocou olhares com Alice, e após se entreolharem, ambas assentiram imediatamente.
— Helena, pode ficar tranquila. Sobre tudo o que aconteceu hoje, a gente não abre a boca nem morta. — Disse Yasmin.
— Sim, sim, eu concordo com a Yasmin. — Completou Alice.
— Você talvez não saiba o meu lugar no coração de Alípio. Mesmo que eu cometa algum erro, ele vai me encobrir.
Fátima refletiu sobre as palavras de Helena, mas ainda não estava totalmente tranquila; aquilo não era uma brincadeira, era uma armadilha para mandar alguém para a cadeia!
Dias atrás, quando procurou Helena para desabafar, descobriu que Ema e Helena também tinham desavenças.
Se Helena não tivesse garantido que não haveria problemas, Fátima jamais teria ousado fazer essas coisas.
Por mais que odiasse Ema, no máximo lhe daria uns tapas ou a xingaria de forma mais cruel.
Fátima ficou em silêncio por um bom tempo e perguntou novamente:
— Você tem certeza de que o Alípio não tem mais nenhum sentimento pela ex-esposa, a Ema?
Ao ouvir isso, Helena bateu a taça na mesa de centro no segundo seguinte:
— Fátima, que tipo de pergunta é essa? Ele nunca teve sentimentos pela Ema. Eu disse que estava voltando ao país, e ele cancelou tudo imediatamente para me buscar; os recursos do meio artístico estão à minha disposição. Se ele tivesse aquela vadia da Ema no coração, teria se divorciado dela? Trataria-me tão bem assim?

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