Seu dedo tocou agilmente no botão de excluir o arquivo de áudio.
O arquivo desapareceu instantaneamente diante dos olhos de Ema.
Ao mesmo tempo, Fátima exibiu uma expressão de triunfo.
— Hahaha... — a risada debochada de Fátima ecoou pela área da piscina.
Ema ficou parada no lugar, atônita, com o olhar vazio.
Já que Fátima ousou deixar Ema ouvir a prova forjada, elas certamente não seriam estúpidas a ponto de manter outras cópias.
O arquivo se foi... acabou.
Momentos depois, ela sentou-se novamente na cadeira, desolada.
Vânia, que estava ao lado, observava a cena fixamente, e um pressentimento ruim surgiu em seu coração.
Ela sentiu que a gravação que Ema ouviu devia ser algo muito importante.
E o que aconteceria a seguir? Alguma coisa incontrolável?
De qualquer forma, ela não tinha capacidade alguma de ajudar Ema.
Mas ela sentia muita pena de Ema, então apenas se moveu silenciosamente para mais perto dela.
Ao se aproximar, segurou a mão de Ema com cuidado, ajudou-a a se sentar e a consolou sem palavras.
O riso arrogante de Fátima cessou gradualmente. Ela encarou Ema e sussurrou cheia de presunção:
— É triste te informar que aquele arquivo de áudio era único. Claro, só você e eu sabemos disso.
Os dedos de Ema, agarrados ao braço da cadeira, tremiam levemente, e seu rosto estava quase sem cor. Era exatamente como ela imaginava.
Era uma armadilha de Fátima e Helena, uma armadilha feita especialmente para ela!
Ema, em estado de extrema tristeza, ouviu novamente a voz de Fátima.
Ela só queria ganhar um dinheiro honestamente e melhorar sua vida aos poucos.
Por que tinha que se envolver nessas coisas?
Mas Fátima, à sua frente, parecia ficar com mais raiva a cada palavra. Ela encarou Ema novamente com ferocidade, a fúria em seus olhos prestes a transbordar.
Descontando também a raiva do pedido anterior:
— Ema! Sua dissimulada! Quem diria que você usaria meios tão baixos para roubar meu pedido. Foi dispensada pelo Alípio e ficou tão pobre a ponto de não ter o que vestir?!
— Como pode haver tal coincidência? Você não tirou a Marta antes, nem depois, mas exatamente quando eu fiquei doente, você a levou embora imediatamente. Agora suspeito muito que o meu problema de estômago foi causado por algum remédio que você colocou na minha comida!
Fátima xingava com as emoções à flor da pele e, assim que terminou de falar, aproveitando que Ema não tinha qualquer defesa, deu um tapa direto no rosto de Ema.
Acompanhando o tapa, Fátima gritou ao mesmo tempo:
— Vadia!

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