Ema levantou-se lentamente e disse:
— Hmm, Zenobia, não vamos falar disso agora. O assunto dos pais do Samuel é mais importante. Eu gostaria de subir para vê-los.
Zenobia, preocupada com a saúde de Ema, recusou imediatamente:
— Você não vai subir. Grávidas devem evitar ver sangue e situações pesadas. Além do mais, o Samuel está emocionalmente instável e o estado da mãe dele ainda é incerto. Vou te levar para casa agora. Você volta, descansa bem, porque amanhã tem trabalho. Eu vou voltar, tomar um banho, trocar de roupa e venho para o hospital. Vamos.
Ema ouviu Zenobia arranjar tudo com agilidade e, ao ver a expressão cansada da amiga, decidiu não causar mais problemas.
Ema assentiu, mas seus olhos involuntariamente se voltaram para a entrada principal do hospital.
Ela observou por alguns segundos antes de se levantar e seguir Zenobia.
...
...
Ema recebeu a notícia de Isabel: Alípio havia morrido na mesa de cirurgia.
Helena apareceu rapidamente em sua porta, arrastando-a para o funeral de Alípio para que ela pagasse com a vida.
Diante de todos, Helena apontou para a barriga dela.
Ela disse a todos que Ema era uma mulher impura e sem virtudes.
Helena apresentou várias provas, alegando que ela havia traído o marido durante o casamento e conspirado com a própria mãe para roubar a fortuna da Família Salazar.
Helena a acusou de ser perversa e de ter amaldiçoado Alípio até a morte.
Ema estava ajoelhada no grande salão, tentando desesperadamente explicar a verdade para a multidão.
Mas ninguém estava disposto a ouvir suas explicações.
Quando ela olhou para o vovô Diogo, ele a observava com o rosto devastado.
No olhar dele, havia uma decepção infinita, e até mesmo ódio.
Ema rastejou até o avô, implorando para que ele investigasse a verdade.
Mas Diogo a empurrou com força.
Naquele momento, Diogo desmaiou devido à sua antiga doença.
E Ema, por causa do empurrão, rolou diretamente escada abaixo...
Ema recuperou os sentidos, limpou as lágrimas apressadamente e correu para abrir a porta para Zenobia.
A porta se abriu e Ema disse a Zenobia com a voz rouca:
— Zenobia, eu tive um pesadelo. Fiquei assustada, mas já estou bem.
Zenobia pegou diretamente na mão dela, levou-a para sentar na sala e correu para a cozinha para lhe servir um copo d'água.
— Dizem que grávidas sonham mais, e que a maioria são sonhos ruins, não tenha medo. E outra coisa, não tranque a porta do quarto daqui para frente. Se acontecer algo com você, eu morro de susto.
Zenobia falava enquanto entregava o copo a Ema, aconselhando-a com ternura.
Ema estendeu a mão para pegar, mas como ainda estava em choque, sua mão tremia levemente.
O copo, mal segurado, caiu acidentalmente no chão.
Zenobia impediu rapidamente que Ema se curvasse e limpou velozmente os cacos de vidro com as ferramentas adequadas.
Ema olhou para a bagunça no chão e disse, constrangida:
— Zenobia... eu...

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