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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 564

Cristiano foi até o outro lado da mesa de Isabela, puxou a cadeira à sua frente e se sentou.

Pegou um cigarro e estava prestes a acendê-lo quando ela disse:

— Vai fumar? Então fuma lá fora.

Isabela não suportava cheiro de cigarro. Na verdade, detestava.

Cristiano parou no meio do gesto. Depois de alguns segundos, tirou o cigarro da boca e desistiu de acendê-lo.

Ficou girando o isqueiro entre os dedos antes de dizer:

— Não é apropriado fazer um exame de DNA no bebê.

Isabela ficou em silêncio.

Não era apropriado?

Ao ouvir aquilo, ela realmente não conseguiu entender. Àquela altura, já não fazia a menor ideia do que se passava pela cabeça de Cristiano.

Então soltou uma risada baixa.

— Não é apropriado? Achei que você fosse aproveitar a chance para descobrir quem é o pai dessa criança.

Afinal, durante todo aquele tempo, na família Pereira, ela sempre tinha sido tratada como a vilã.

Cristiano, por sua vez, seguia posando de homem correto.

Principalmente depois da morte de Marcos. O cuidado que ele dedicava a Lílian já tinha passado, havia muito tempo, de qualquer limite aceitável para um cunhado.

— Dá para falar sem ser tão cruel?

A frase "quem é o pai dessa criança" atingiu Cristiano em cheio.

No fundo, para ele, aquele bebê era de Marcos.

E, se o bebê realmente fosse filho de Marcos, ouvir Isabela falar daquele jeito era o suficiente para qualquer um engolir a raiva a seco.

Isabela respondeu sem alterar a expressão:

— Achou baixo? Achou cruel? Então assina o acordo de divórcio.

Cristiano rebateu:

— Você chama aquilo de acordo? Alguém em sã consciência assinaria?

Se fosse um acordo de divórcio normal, mantendo a divisão anterior, por acaso ele não teria assinado?

Naquele momento, mais do que qualquer pessoa, Cristiano queria cortar todos os laços com Isabela.

Não queria que a família Pereira continuasse mergulhada naquele caos.

Queria acabar com aquilo de uma vez.

E sabia muito bem que, para encerrar aquela confusão, tudo dependia principalmente de Isabela.

Bastava ela desaparecer.

Por maior que fosse o tumulto, tudo voltaria a se acalmar.

— Se eu propus, é porque é justo. Não gosto de sair perdendo, mas também não tenho o hábito de tirar vantagem de ninguém. — Disse Isabela.

Ao ouvir aquilo, Cristiano soltou uma risada carregada de sarcasmo.

— Não tira vantagem? Você está querendo a família Pereira inteira. E, de quebra, o Grupo Pereira também.

Cristiano ficou sem reação.

Era a primeira vez que Isabela falava diretamente sobre Bruna ter matado alguém. Quando vira aqueles documentos, também ficara chocada.

Simplesmente não conseguira acreditar que Bruna pudesse ser tão desumana.

Agora, ao ouvir aquele número, o rosto rígido de Cristiano foi tomado por uma frieza cada vez mais intensa.

— O quê? Não acredita? — Perguntou Isabela.

Claro que Cristiano não acreditava.

Àquela altura, ele não acreditava em uma única palavra que saía da boca dela.

E Isabela também sabia disso.

Por isso, riu e disse:

— Quando eu digo, você não acredita. Quando tenta descobrir sozinho, não chega a lugar nenhum. E a culpa é de quem? Foi por isso que o nosso divórcio se arrastou até agora.

Cristiano estreitou os olhos.

— E a culpa ainda é minha?

— Claro que é sua. De quem mais seria? Minha?

Cristiano ficou sem palavras.

E ela ainda tinha coragem de dizer aquilo.

Durante todo aquele tempo, Isabela havia virado a família Pereira de cabeça para baixo. E agora ainda agia como se nada daquilo tivesse muito a ver com ela.

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