Naquele momento, Bruna estava prestes a ceder.
Tinha sido apenas uma noite.
Mas cada minuto da noite anterior parecera um tormento sem fim.
Ela já estava no limite.
Se Isabela dissesse o que queria, Bruna faria qualquer coisa.
— Afinal, o que você quer que a gente faça para isso parar? O que é preciso para acabar com tudo isso? — perguntou Bruna, entre os dentes.
Isabela não hesitou.
— Todo o dinheiro da família Pereira. A mansão. E o Grupo Pereira inteiro. — respondeu.
Fez uma breve pausa, como se ainda estivesse calculando.
— Ah, e o dinheiro da Bianca e do Luciano também. Eu quero tudo. — Acrescentou.
Nos últimos dias, Isabela já tinha colocado tudo em ordem.
Cada conta. Cada patrimônio.
Ela sabia exatamente quanto a família Pereira possuía.
E a verdade era uma só: a base deles era sólida demais.
Bruna empalideceu.
— Você... Não exagere. — Retrucou.
Isabela sorriu de leve.
— Se faltar um centavo sequer, não há conversa. — Respondeu.
Se não fosse tudo, então elas que continuassem sofrendo.
A postura de Isabela não deixava nenhuma brecha.
No fim, Bruna e Taís saíram dali tremendo de ódio.
E o trabalho daquele dia?
Limpar a neve do lado de fora.
Tinha nevado a noite inteira.
Uma camada espessa cobria o chão.
Elas já não tinham dormido direito por causa do frio e, agora, ainda precisavam trabalhar ao relento.
Para Bruna e Taís, aquilo era mais uma volta no parafuso.
O vento cortava o rosto.
O frio entrava até os ossos.
Taís já estava no limite.
— Mãe... Se a gente entregar tudo para ela... Será que ela vai mesmo nos deixar em paz? — Perguntou, hesitante.
Pela primeira vez, ela pensava em ceder.
Bruna entendeu na mesma hora o que a filha queria dizer e a cortou com uma bronca seca.
— Nem pense nisso.
Todo o dinheiro da família Pereira?
Isabela realmente tinha coragem de querer tudo.
Na noite anterior, quando aquele homem do País Y tinha dito aquilo, Bruna já ficara fora de si.
— Empresas de biotecnologia? — Perguntou.
— Sim. Algumas são voltadas especificamente para pesquisa de pele humana. Só o faturamento anual na área de estética já ultrapassa com folga a casa das centenas de milhões. E aqueles estúdios, em diferentes segmentos, também dão lucro. — Explicou Samuel.
Cristiano ficou em silêncio por um instante, depois perguntou:
— Desde quando isso existe?
— Há coisas de antes e de depois do casamento com o senhor. Antes, ela já tinha vários estúdios. As empresas foram sendo abertas aos poucos depois disso. E agora... Essas empresas de biotecnologia estão em processo de transferência para o País Y. — Respondeu Samuel.
Então ela nunca tinha sido aquela mulher sem dinheiro de quem Bruna e as outras tanto falavam?
Nunca tinha estado atrás do dinheiro da família Pereira?
Ela escondera tudo muito bem.
Até ele, que tinha sido marido dela por tantos anos, não desconfiava de nada.
— Transferência para o País Y? — Cristiano soltou as palavras com peso, entre os dentes.
— Sim. E quem está cuidando de toda a documentação é o Grupo Hoglay. — Respondeu Samuel.
Cristiano franziu a testa.
— Adrian?
— Não. Quem está à frente disso é um homem chamado Larry Landon.
— Funcionário do Adrian?
— Não exatamente. Eles não são do mesmo departamento.
Se não pertenciam ao mesmo departamento, então Larry não era funcionário direto dele?
Afinal... Quantas pessoas do Grupo Hoglay essa Isabela conhecia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...