Na mansão da família Pereira...
Lílian também ficou sabendo que Taís tinha sido levada ao hospital, mas que ninguém conseguia nem pagar as despesas médicas.
Nem mesmo Samuel, tentando adiantar o dinheiro, conseguiu resolver.
Simplesmente não permitiam.
Só por ela ser da família Pereira.
O quarto estava mergulhado numa luz fraca.
Sob aquela iluminação opaca, o rosto de Lílian parecia ainda mais pálido.
— Por que ainda não apareceu nenhuma prova ligando a morte da criança à Isabela? — Perguntou, em tom frio, olhando diretamente para Sabrina.
Aquilo não podia continuar.
Se tudo seguisse daquele jeito, aquela louca acabaria arrastando todas elas para a morte.
Sabrina também estava com a expressão pesada.
— Pois é... Por que até agora não apareceu nada contra ela? Isso não faz sentido.
Não era possível.
Ou será que Sérgio realmente tinha apagado tudo, sem deixar rastro?
Ao pensar nisso, Sabrina pressionou os lábios antes de dizer:
— Com o senhor Sérgio protegendo ela desse jeito... Acho que não vamos conseguir encostar nela.
Lílian ficou em silêncio.
Só de ouvir o nome de Sérgio, seu semblante escureceu ainda mais.
Para elas, ele nunca significou coisa boa.
Se continuasse assim, blindando Isabela o tempo todo, então...
Não.
Na verdade, ele sempre esteve do lado dela.
Então não havia como continuar enfrentando Isabela de frente.
Porque, naquela disputa, elas não tinham a menor chance.
Só tinham a perder.
E, naquele momento, isso era uma verdade cruel demais para Lílian ignorar.
— Não dá mais para continuar em Nova Aurora... — Soltou, num suspiro pesado.
Antes, ela tinha subestimado Isabela.
Nunca imaginou que aquela mulher fosse capaz de chegar tão longe.
Sabrina baixou ainda mais a voz:
— E eu acho que o senhor Sérgio... Talvez já saiba que a morte da criança teve envolvimento nosso...
Ela não terminou a frase.
Mas o olhar que lançou a Lílian dizia o resto.
Ao ouvir aquilo, o coração de Lílian despencou.
— Como assim?
— Mas a senhora não consegue sair de Nova Aurora agora. — Lembrou Sabrina.
Esse era o ponto mais crítico.
Antes, Bruna e Taís chegaram a pensar em levar Lílian para passar um tempo em Santa Vitória.
No fim, não conseguiram.
Agora, todos os caminhos pareciam bloqueados de propósito por Isabela.
Se quisessem sair, já não seria nada simples.
Lílian cerrou os dentes.
— Então o que você quer que eu faça? Ficar aqui, esperando aquela desgraçada me encurralar até me esmagar viva?
Naquele instante, uma imagem atravessou sua mente.
Uma tartaruga presa dentro de um pote.
Era exatamente assim que ela se sentia.
Todas estavam presas ali dentro, enquanto Isabela controlava tudo do lado de fora.
Se não conseguisse sair logo de Nova Aurora...
Ela tinha certeza.
Ia acabar morrendo ali.
Cristiano nem sequer conseguia pagar as despesas médicas de Taís no hospital.
Só isso já bastava para mostrar o quanto Isabela tinha se tornado assustadora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...