Entrar Via

Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 412

A sala inteira afundou num silêncio pesado, quase sufocante.

Bruna desceu as escadas às pressas, foi direto até Cristiano e Taís e gritou com Isabela:

— Se alguém te fez mal, acerte as contas com essa pessoa. Por que está descontando tudo na gente? Sua mulher cruel… Quer ver todo mundo morto, é isso?

Isabela respondeu com uma calma que chegava a assustar:

— Quer saber? Morrer… Até que é uma boa maneira de acabar com tudo.

Cristiano não disse nada.

Bruna também não.

Depois daquilo, o ar na sala pareceu ficar ainda mais sombrio.

Os dois olharam para Isabela como se, de repente, faltasse ar nos pulmões.

Ela apoiou a xícara sobre a mesa, ergueu os olhos e encarou os dois com um sorriso leve nos lábios.

— Querem morrer?

Ela estava sorrindo.

Mas não havia nada de humano naquele sorriso.

Era algo torto, quase doentio.

Uma expressão tão insana que dava a impressão de que, no segundo seguinte, ela poderia pegar uma faca da fruteira e cravá-la neles sem piscar.

Até pouco antes, Bruna ainda gritava cheia de arrogância, amparada pela presença de Cristiano.

Agora, diante daquela versão de Isabela, toda a sua confiança foi esmagada de novo.

Como ela pôde se esquecer?

Os homens de Isabela tiveram coragem de lhe dar um tapa na frente do próprio Cristiano, e ele não pôde fazer nada.

E ela realmente achou que, só porque Cristiano tinha voltado, conseguiria pressionar Isabela?

Não dava mais.

Ela já não tinha o menor controle sobre aquela mulher.

Nenhum.

Naquele instante, essa certeza atravessou o peito de Bruna com uma clareza brutal.

Cristiano encarava Isabela de maxilar travado, os olhos tomados por uma frieza sombria.

Foi então que Taís tossiu baixinho em seus braços e se mexeu de leve.

Ainda zonza, abriu os olhos devagar. Quando percebeu que era Cristiano quem a segurava, a sensação de injustiça veio de uma vez, apertando seu peito e ardendo na ponta do nariz.

Ela fungou, cheia de mágoa.

— Irmão...

Cristiano baixou os olhos ao notar que ela tinha despertado.

— Como você está?

Taís fez uma careta. Sua voz saiu fraca, trêmula:

— Minha cabeça dói muito… Estou sem força nenhuma. Eu realmente não aguento mais… Está tão frio...

Lá fora, o vento soprava forte demais.

Frio o bastante para fazê-la tremer sem parar.

E, sob aquele vento cortante, ela ainda teve de enfiar as mãos na água gelada.

A Isabela de agora já não era alguém que Cristiano pudesse apaziguar com meia dúzia de palavras doces.

Enquanto ela continuasse na família Pereira, nem que fosse por mais um único dia... Ninguém ali voltaria a conhecer tranquilidade.

Cristiano ergueu os olhos para Isabela e disse entre os dentes:

— Providencie um carro. Agora.

Foram só quatro palavras, mas carregadas de raiva.

Sem a menor pressa, Isabela passou os dedos pelas unhas perfeitamente aparadas.

— Eu já não disse? Ela não vai morrer. Então pra que desperdiçar dinheiro indo ao hospital?

— Isabela, não passe dos limites. — Cristiano explodiu.

Mimado como era, criado no luxo e no conforto, ele nunca tinha sido encurralado daquele jeito.

E agora, diante dos métodos de Isabela, sua fúria também chegava ao limite.

Na verdade, ele tinha saído para procurar Sérgio.

Mas, depois de receber uma ligação de Samuel, percebeu que a situação no exterior era muito mais complicada do que imaginava.

Agora, precisava ir pessoalmente ao país Y.

Tinha voltado para casa justamente para pegar um documento importante.

Quem poderia imaginar que, logo no cruzamento, seu carro seria interceptado?

Ele ainda tentou forçar a passagem.

Mas acabaram arrancando até os pneus do carro.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar