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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 393

Bruna ficou ainda mais sombria ao ouvir aquilo.

— Como assim carro de fora? Lili é nora da família Pereira. Quer dizer que nem o carro da família dela pode entrar agora?

Sabrina respondeu em voz baixa:

— Eu expliquei isso... Mesmo assim, eles não deixaram passar.

Aquela resposta bastou.

Bruna, Taís e Lílian entenderam tudo na mesma hora.

Aquilo só podia ser mais uma jogada de Isabela.

Ela estava fazendo de propósito.

Estava decidida a não dar um segundo de paz à família Pereira. Por isso, nas mãos dela, até a menor das coisas virava uma forma de tortura.

Ao se lembrar da caminhada do dia anterior, Lílian sentiu as pernas latejarem outra vez. A dor ainda não tinha ido embora por completo.

E, para Bruna e Taís, a situação era ainda mais humilhante.

Depois de tantos anos vivendo cercadas de conforto e regalias dentro da família Pereira, quando tinham passado por tamanho vexame?

Agora, ao saber que o carro estava do lado de fora, impedido de entrar, Bruna respirou fundo, conteve a raiva e disse entre os dentes:

— Não tem problema. Manda o motorista esperar lá fora. Eu e Taís vamos sair a pé.

Taís ficou sem reação.

Só a caminhada do dia anterior já tinha sido suficiente para deixar suas pernas doloridas até agora.

E teria que passar por aquilo de novo?

Aquilo não era castigo.

Era como arrancar metade da alma dela.

Taís prendeu a respiração, quase sem ar.

— Mãe, eu...

Bruna a interrompeu com frieza:

— Assim que o Sérgio descobrir que existe um homem do país Y esperando por ela, esse inferno acaba de vez.

Taís nem chegou a terminar.

Mas, ao ouvir aquilo, pareceu recuperar o ânimo na mesma hora.

Como se, de repente, as pernas já não doessem tanto.

Ela assentiu.

— Tudo bem. Vamos a pé.

Também não era tão longe assim.

Se Sérgio continuasse sem enxergar quem Isabela realmente era, ninguém sabia até quando elas ainda teriam que suportar aquele inferno.

Mas, no momento em que ele abrisse os olhos, tudo mudaria.

Taís mal conseguia esperar para ver a queda daquela mulher.

— Então vamos.

— Vamos.

Bruna e Taís saíram juntas do quarto.

Só de lembrar, seu estômago embrulhava.

— Eles disseram que foi por medo de alguém trazer comida envenenada. — Sabrina respondeu.

Ao dizer isso, ela também não escondeu a irritação.

— Comida envenenada? Já é muito se ela mesma não resolver envenenar a gente! Quem aqui teria coragem de fazer isso com ela? Ela ao menos viu a quantidade de gente que trouxe?

A verdade era simples.

Tinham confiscado toda a comida para torturá-las.

Essa desculpa de medo de envenenamento... Era ridícula.

Isabela tinha tomado conta do lugar com tanta gente que, muito provavelmente, entre eles havia até quem soubesse examinar comida e detectar veneno. E, ainda assim, queria posar de cautelosa?

Era piada.

Sabrina suspirou e tentou acalmá-la:

— Aguenta só mais um pouco. Está prestes a acabar.

Lílian assentiu.

— É... Está mesmo. Se o que elas disseram agora há pouco for verdade, então Isabela vai perder o Sérgio como apoio.

Sérgio já tinha se envolvido com uma mulher casada, o que por si só já era absurdo.

Mas, desta vez, Lílian se recusava a acreditar que ele ainda fosse tolerar uma mulher tão vulgar.

Isabela ainda nem tinha se divorciado de Cristiano... E, no país Y, já existia outro homem esperando por ela.

Dessa vez, Lílian simplesmente não acreditava que Sérgio fosse aceitar isso.

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