Dessa vez, Isabela tinha sido cruel de verdade.
Ela as encurralara a tal ponto que, agora, longe da mansão da família Pereira, elas já não tinham para onde ir.
E, naquele momento, a mansão dos Pereira tinha se transformado num verdadeiro inferno para as três.
Lílian só conseguia pensar em como Isabela estava sendo impiedosa quase odiosa.
Em nenhum momento lhe passou pela cabeça como elas mesmas tinham tratado Isabela no passado.
Agora, Isabela apenas devolvia tudo em dobro.
Na noite anterior, Bruna fora dormir tarde. Mesmo assim, levantou-se cedo.
Quando Isabela desceu, Bruna já estava lá embaixo, ajudando em tudo. Ao vê-la tão prestativa, Isabela abriu um leve sorriso, como se já soubesse exatamente o que estava acontecendo.
E sabia mesmo.
No instante seguinte, Wallace se aproximou e lhe sussurrou algo ao ouvido. O sorriso de Isabela se aprofundou.
Então, ela murmurou, em voz baixa:
— Elas realmente não aprendem. Pelo visto, a lição de ontem não foi suficiente.
Com a expressão sombria, Wallace lançou um olhar na direção de Bruna.
Naquela manhã, ela estava prestativa demais.
Na noite anterior, tinha ido dormir tão tarde. Ainda assim, amanhecera antes de todo mundo. Quando os outros desceram, Bruna já tinha lavado todos os legumes na cozinha.
Quando alguém saía tanto do normal, era porque alguma coisa havia por trás.
Eles sabiam disso muito bem.
Mesmo que Bruna não demonstrasse nada de óbvio, continuariam em alerta.
Ainda mais agora, quando ela claramente estava agindo de forma suspeita.
Ao ver Isabela descendo, Bruna correu para lhe entregar um copo de leite.
— Acabei de esquentar. Está na temperatura certa.
Isabela ergueu uma sobrancelha e lançou um olhar para Bruna.
— Você não foi dormir tarde ontem? E ainda assim conseguiu se levantar tão cedo?
Enquanto falava, aquele sorriso continuava em seus lábios.
Bruna encarou aquele sorriso e sentiu o peito pulsar de raiva. Naquele momento, parecia que só Isabela ainda era capaz de achar graça de alguma coisa.
E ainda sorria, mesmo depois de tê-las empurrado até aquele estado.
Mas Bruna engoliu toda a fúria.
Ao ouvir a pergunta, respondeu apenas:
— Eu queria tomar café da manhã.
Isabela arqueou de leve as sobrancelhas.
O sorriso em seus lábios ficou ainda mais nítido.
Mas, aos olhos de Bruna, aquilo soava como pura crueldade.
Ela descobriu?
Não... Isso não era possível.
Na noite anterior, Bruna só tinha ido até a estufa onde guardavam as ferramentas muito tarde, quando já não havia ninguém por perto. Isabela não tinha como saber.
Aquela altura, os empregados dela já deviam estar todos dormindo.
O único que ainda permanecia acordado era o segurança de plantão diante da porta do quarto.
O coração de Bruna disparou, tomado pela culpa e pelo nervosismo.
Mesmo assim, ela se obrigou a manter a compostura.
— Não precisa. Quem sou eu, afinal, para me sentar à mesma mesa que você?
Assim que terminou de falar, virou-se para sair.
Andou tão depressa que parecia estar fugindo.
Isabela observou suas costas se afastando, e o sorriso em seus lábios foi se aprofundando cada vez mais.
— Wallace.
— Sim, senhorita.
— Vá chamar Taís, Cristiano e Lílian. Diga a eles que desçam para tomar café da manhã.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...