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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 331

Tantas casas... E ela tinha destruído tudo sem hesitar.

Em um único dia, já fizera a família Pereira amargar um prejuízo enorme.

Cristiano apertou a ponte do nariz, sentindo a dor latejar.

— Por hoje, a reunião está encerrada.

— Encerrada? Vai mesmo ter uma próxima? Ou, quando ela acontecer, o Grupo Pereira ainda vai existir?

Vendo que Cristiano já queria ir embora sem apresentar nenhuma solução, um dos diretores rebateu, visivelmente insatisfeito.

Cristiano lançou ao homem um olhar glacial.

— Se os problemas da família do senhor Cristiano estão difíceis demais de resolver, talvez o melhor seja abrir mão da presidência e deixar a empresa nas mãos de alguém que tenha tempo para cuidar dela.

Cristiano ficou em silêncio.

Samuel também.

Naquele instante, o clima já pesado da sala de reuniões despencou de vez para um frio cortante.

Era óbvio que, nos últimos dias, os problemas da empresa tinham saído completamente do controle.

Os conflitos entre Isabela e a família Pereira naquele período já eram do conhecimento de todos os diretores presentes.

Samuel interveio:

— Diretor Silvio, o senhor está passando dos limites.

— Passando dos limites? — O homem rebateu, sem ceder um milímetro. — Se apoiamos a família Pereira a assumir a empresa naquela época, foi porque reconhecíamos a capacidade do senhor.

— Quando seguimos o senhor Luciano no início da empresa, colocamos nisso todo o nosso patrimônio. Não podemos deixar tudo ser destruído desse jeito.

O olhar de Cristiano se endureceu de repente.

— Esse todo o seu patrimônio de que você fala... Quanto era, exatamente?

Sua voz cortante ecoou por toda a sala de reuniões.

O ímpeto agressivo do outro lado se congelou na mesma hora.

— O que você quer dizer com isso?

Cristiano respondeu com a voz dura como aço:

— Vocês sabem muito bem quanto dinheiro a empresa pôs no bolso de cada um de vocês ao longo dos anos. Se agora querem usar isso para me ameaçar, então devolvam tudo e saiam da empresa.

Samuel se calou.

Os demais acionistas também.

Naquele momento, Cristiano estava realmente furioso.

De um lado, o problema com o Grupo Hoglay já vinha lhe tirando a paz. Do outro, aqueles velhos da empresa também não lhe davam um segundo de sossego.

Será que eles realmente achavam que ele não sabia o que vinham tramando todos esses anos?

Cristiano se levantou de repente e, num único movimento, arremessou o notebook e a caneta que estavam à sua frente. No instante em que os objetos bateram no chão, um estrondo áspero ecoou pela sala.

Aquele som, tão agressivo quanto sua expressão, serviu de aviso direto a todos os diretores presentes.

Cristiano tinha falado de forma tão vaga que Renato claramente não entendeu.

De repente, ele parou, como se finalmente tivesse percebido alguma coisa.

— Espera... Você não está falando da Isabela, está? Porque isso eu não consigo resolver de jeito nenhum.

Renato se apressou em deixar sua posição bem clara.

Afinal, o que existia entre Isabela e a família Pereira não era um simples desentendimento. Aquilo envolvia vidas.

Como ele poderia ter influência suficiente para ajudar Cristiano a pôr um fim naquilo?

Cristiano permaneceu em silêncio.

Ao ouvir aquilo, lançou a Renato um olhar gelado.

O coração de Renato estremeceu ao ser atingido por aquele olhar.

— Nem você consegue resolver, consegue?

Cristiano continuou calado.

A expressão dele, que já não estava nada boa, se fechou de vez.

Porque, para um homem, esse tipo de "não consigo resolver" era a prova mais cruel de impotência.

E, diante de Isabela, no fim das contas, ele realmente tinha sido impotente.

Porque a Isabela de agora já não se deixava apaziguar.

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