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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 325

Claro que ela não deixaria aquilo passar tão facilmente.

A diferença era que, antes, sempre tivera poder de sobra para acertar as contas com os outros.

Mas agora?

Ainda tinha esse poder?

— Você...

Lílian começou a falar, mas Isabela a interrompeu com um sorriso frio.

— Só tem uma coisa.

Ao perceber a mudança repentina em seu tom, o coração de Lílian afundou.

— Que coisa?

Isabela a encarou.

— Sua mãe parece se importar bastante com Eduardo. Que tipo de relação existe entre os dois?

Lílian congelou.

Eduardo?

Que relação ele tinha com a mãe dela?

Que pergunta era aquela?

— O que você quer dizer com isso?

Isabela deu de ombros, tranquila.

— O que eu quero dizer não é o mais importante. Mas acho que, quando ela voltar e descobrir que Eduardo ainda não foi tirado de lá por você, a primeira pessoa com quem vai querer acertar as contas é você.

As palavras "acertar as contas" saíram leves da boca de Isabela.

Leves demais.

E justamente por isso fizeram Lílian estremecer da cabeça aos pés.

Eduardo.

Quando sua mãe foi para o País Y, deixou instruções muito claras a respeito dele.

Dois dias antes, inclusive, ainda tinha telefonado para perguntar por Eduardo.

Só que Eduardo continuava nas mãos de Cristiano, e ela mal conseguia encontrar Cristiano pessoalmente, quanto mais achar uma oportunidade para tocar naquele assunto.

Mas, agora que Isabela tinha mencionado Eduardo, Lílian teve certeza de uma coisa: aquilo não era tão simples quanto parecia.

Isabela continuou, observando cada reação dela.

— E sua mãe não está com um homem chamado João também?

O peito de Lílian tornou a estremecer.

Ela já não conseguia mais se conter.

— Afinal, o que você está tentando dizer? Dá para falar de uma vez, em vez de ficar insinuando as coisas? — Perguntou, aflita.

Isabela abriu um sorriso sem humor.

— Eu não quero dizer nada. Não foi você mesma quem disse que sua mãe ia acertar as contas comigo?

Ela se recostou, tranquila, e continuou num tom leve demais para o que dizia:

Isabela lançou um olhar para o pacote que Taís carregava nas mãos e, em seguida, fez um sinal discreto para Wallace.

Wallace entendeu na mesma hora.

Ergueu a mão e mandou dois empregados avançarem.

Os dois assentiram e foram direto na direção de Taís.

Ao ver aquilo, Taís recuou instintivamente um passo.

— O que vocês querem fazer?

Mas os empregados não responderam. Tomaram a comida de suas mãos sem a menor cerimônia.

Ao ver a cena, Bruna explodiu.

Correu para ajudar Taís.

Só que, no instante seguinte, outras duas empregadas vieram por trás e a seguraram com firmeza.

A comida que Taís carregava foi levada direto para a cozinha.

Fora de si, Bruna gritou para Isabela:

— Você enlouqueceu, foi?

Isabela respondeu com a maior naturalidade do mundo:

— Tudo o que entra nesta casa agora precisa ser inspecionado. E se vocês tiverem trazido veneno junto?

Dita daquela forma, a suspeita até soava razoável.

Mas a maneira como Isabela lidava com aquilo, dura, autoritária e sem deixar espaço para reação, fazia as duas se sentirem esmagadas pela humilhação.

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