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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 321

Ao ouvir o tom insolente de Cristiano, Bruna ficou ainda mais furiosa. Por um instante, chegou a achar impossível que aquele homem fosse seu filho.

O que, afinal, ele estava querendo dizer com aquilo?

Estava insinuando, nas entrelinhas, a forma como ela havia tratado Isabela no passado?

Mas aquilo já tinha ficado para trás.

Então qual era o sentido de trazer isso à tona agora?

Bruna cerrou os dentes.

— Você acha que ela está me servindo, é isso?

Se aquilo era servi-la, então ela preferia passar sem.

Na cabeça de Bruna, Isabela só tinha voltado daquela vez para acabar com a vida delas.

Aquela mulher venenosa... Em todos aqueles anos, afinal, em que momento elas tinham feito algo tão imperdoável contra ela? E agora ela queria tratá-las daquele jeito?

No fim das contas, não era só porque a desprezavam?

Com a origem que Isabela tinha, seria um milagre se alguém daquela família a olhasse com respeito.

E agora ela ainda estava usando isso para se voltar contra elas.

Bruna quase explodiu de raiva.

Cristiano, por sua vez, não queria prolongar aquela discussão.

— Quando eu voltar à noite, a gente conversa. Vou desligar.

Naquele momento, ele realmente não conseguia sair da empresa. O Grupo Hoglay arranjava um problema novo a cada hora, sem lhe dar um segundo de paz.

Por causa da empresa, Cristiano também estava à beira de enlouquecer.

Ao ouvir que ele só voltaria à noite, Bruna perdeu de vez o controle.

— Quando você voltar, talvez nem encontre mais sua mãe viva!

Mal as palavras saíram de sua boca, o telefone já respondeu com o som frio e repetitivo da ligação encerrada.

Bruna ficou atônita.

Que diabos tinha sido aquilo?

Então ele realmente já não se deixava mais abalar por esse tipo de pressão?

Só que ela não estava blefando.

Do jeito transtornado que Isabela estava agora, ninguém sabia quando ela poderia partir para cima dela de verdade.

Será que Cristiano achava mesmo que ela estava brincando?

Tomada pela raiva, Bruna desceu as escadas furiosa, à procura de Isabela. Mas não a encontrou.

Na cozinha e na sala, só tinham ficado os empregados de Isabela.

As coisas que haviam sido jogadas lá de cima pela manhã continuavam espalhadas pela sala, numa bagunça completa, e ninguém sequer tinha mexido nelas.

Bruna já estava no limite. Ao ver aquele caos, ficou ainda mais irritada.

— Por que ninguém arrumou a sala até agora?

Elisa se assustou.

— Eu vou arrumar agora mesmo!

— Arrumar o quê? Foram os empregados dela que fizeram isso, então que os empregados dela limpem.

Bruna falou num tom carregado de irritação.

Bruna sentiu o peito doer de tanta raiva. Sem pensar duas vezes, foi direto para o quarto em que Taís havia morado antes, à procura de Isabela.

Só que os empregados dela estavam postados na porta.

Assim que viram Bruna se aproximar, avançaram sem hesitar.

Fora de si, Bruna gritou:

— Isabela, sua...

Ela nem conseguiu terminar.

Dois empregados a agarraram na mesma hora, taparam sua boca e a arrastaram até a escada.

Só a soltaram quando tiveram certeza de que, por mais que ela berrasse, Isabela não ouviria nada.

Bruna simplesmente não conseguia acreditar.

Na própria casa, ela estava sendo tratada daquele jeito.

Tomada pela fúria, encarou os dois.

— Vocês... Vocês enlouqueceram, foi? Não conseguem ver quem é a verdadeira dona desta casa? Acham que aqui é lugar para fazer o que bem entendem?

Ela berrou, tomada pela indignação.

Mas os dois empregados agiram como se não tivessem ouvido absolutamente nada. Viraram as costas e voltaram para a porta do quarto de Isabela.

Tinham uma única função: garantir que ninguém atrapalhasse o descanso dela.

Bruna sentiu que estava à beira da loucura com aquela tortura.

Pela primeira vez, teve a nítida sensação de que não conseguiria vencer Isabela.

E pensar que nunca havia percebido antes o quanto aquela mulher sabia jogar.

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